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FUNDAÇÃO PALMARES

Racista Sérgio Camargo pratica nepotismo na Fundação Palmares

sexta-feira 17 de julho| Edição do dia

De acordo com a matéria veiculada no jornal O Estado de São Paulo, dois parentes de funcionários subordinados ao ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, conseguiram cargos na Fundação Palmares, diante do que apontou o jornal o que se trataria de uma prática de "nepotismo cruzado”, quando há nomeações de parentes e expectativa de troca de favor ou vantagens políticas entre agentes públicos. O presidente da Fundação, Sérgio Camargo, que, apesar de negro, não esconde ter se vendido para Bolsonaro e a extrema-direita, admitiu ter recebido o pedido do chefe de gabinete do ministro, Hercy Ayres Rodrigues Filho, "a título de favor". O caso teria ocorrido no mês de abril desse ano.

A ideia de Camargo, exposta em diálogos denunciados pelo Estadão, é de que a troca de favores se daria por meio de uma empresa terceirizada R7 Facilities, mantenedora de vários serviços com o Estado de serviços de copa, apoio de gabinete, assistentes e técnico de comunicação. A terceirização, fruto da precarização e tentativa do neoliberalismo de explorar ainda mais o trabalho do proletariado, a qual também emprega em sua esmagadora maioria mulheres e homens negros, agora é usada nesse governo ultra-neoliberal para facilitar nepotismo.

Em outras palavras, Sérgio Camargo, como bom bolsonarista que é, empregou, trocando favor no bom toma-lá-dá-cá, parente na Fundação a qual fora nomeado “por seus atributos técnicos” pelo chefe da família miliciana dos Bolsonaro.

Hoje a Fundação Palmares está subordinada ao Ministério do Turismo – uma nojenta metáfora material e racista de que negro é exótico, já que o Ministério da Cultura foi extinto (ministério ao qual a Fundação estava veiculada antes). Marcelo Álvaro Antônio, ministro do turismo, que já foi acusado de envolvimento com as candidaturas laranja no PSL, acusado de desvio de dinheiro em 2019, fora sua tentativa de censura à Folha de São Paulo, é apenas mais um ministro corrupto do governo Bolsonaro e militares. Como todo o governo, representa a estrutura racista e decadente que é o Estado burguês brasileiro.

Milhares de negras e negros morrem pelo COVID, pelo desemprego e a fome no Brasil de Bolsonaro, dos militares e de Sérgio Camargo. Entregadores, enfermeiras, metroviários e tantos outros trabalhadores da linha de frente estão dando suas vidas dia após dia; não é de se espantar mais um escândalo da extrema-direita racista, corrupta e parasita do Estado.




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