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Casa de estudantes | Racismo na UFRGS: racistas penduram banana podre em porta de indígena moradora da CEU

quinta-feira 10 de março | Edição do dia

Mais um caso de racismo que ocorre dentro da UFRGS. Nesta quinta (10), na Casa de Estudantes Universitários (CEU) foi posto na porta de um quarto um cacho de bananas podres pendurado na maçaneta. Neste quarto mora uma estudante indigena, onde fica claro a ação racista que foi cometida contra ela.

Esse ato asqueroso e repugnante ocorre em meio a um processo de ocupação de estudantes indígenas, que ocuparam no último final de semana o antigo prédio da Prefeitura que seria cedido para a UFRGS, mas em fevereiro foi devolvido para a Prefeitura de novo. 50 estudantes mantêm a ocupação no local exigindo uma casa para estudantes indigenas, e por mais planos de permanência estudantil.

Veja aqui: Estudantes indígenas da UFRGS ocupam prédio por permanência estudantil e pelas suas culturas

Uma ação racista como essa ocorrer justamente agora é uma provocação direta a esse processo e a luta dos indígenas e setores oprimidos que são os que mais tem dificuldades em acessar a universidade, assim como se manter nela. Com os cortes de Bolsonaro na educação, seu interventor na UFRGS, o reitor Carlos Bulhões, administra os cortes e descarrega justamente nos setores mais precários da universidade. E a ideologia de extrema direita do bolsonarismo que odeia, negros, pobres e indigenas é o que influencia essas ações barbaras.

Nós do Esquerda Diário, juntamente com a juventude Faísca da UFRGS, nos solidarizamos com a estudante atacada e repudiamos totalmente esse ato racista asqueroso. Não podemos aceitae! Também continuamos dando todo apoio à ocupação das e dos estudantes indígenas! É necessário que o conjunto do Movimento Estudantil se una e fortaleça essa luta ignorada desde sempre pela reitoria da UFRGS.




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