Política

FLAVIO BOLSONARO E QUEIROZ

"Rachadinha" de Flávio Bolsonaro pagaria 3.300 auxílios emergênciais

A soma dos valores destinados a Queiroz no esquema de "rachadinha" nos gabinetes de Flávio Bolsonaro seriam capazes de pagar 3.300 auxílios emergenciais.

sexta-feira 26 de junho| Edição do dia

Flavio Queiroz, preso na semana passada, é acusado de obstrução de justiça no inquérito que investiga as “rachadinhas” no Gabinete do na época deputado Flávio Bolsonaro.

O valor total desviado no esquema de “rachadinhas” conduzido por Queiroz vinculados direta e indiretamente aos gabinetes de Flávio Bolsonaro conseguiriam sustentar 3.300 auxílios emergenciais. São cerca de R$ 2 milhões desviados de que se tem conhecimento.

O valor parece baixo, mas quando lembramos que a “rachadinha” e o desvio de verbas de gabinete é corriqueiro e “trabalho fácil” para diversos deputados de longos anos de carreira, poderíamos estar falando de um número bem mais alto.

Enquanto encaram as consequências e desfechos do caso, o clã Bolsonaro segue fazendo com que sejam os trabalhadores, a população negra e os setores mais precários do país a pagarem os custos da crise sanitária e da crise econômica. Com a MP que autoriza cortes de salários e suspensões de contratos, com as milhares demissões ao redor do país, e o auxílio emergencial com valores muito aquém da necessidade real para sustentar uma família, Bolsonaro garante que sejam atendidos os interesses dos empresários em meio à crise.

Por isso é necessário defender um auxílio emergencial baseado na média salarial do brasileiro, de R$ 2000 reais, como forma de garantir que o isolamento possa ser feito sem que isso destrua as condições de vida e as rendas dos brasileiros, que tem de optar por arriscar suas vidas, ou perder seus empregos ou salários.

Ao mesmo tempo, não podemos, ainda mais nesse cenário de pandemia, seguir aceitando casos como este da “rachadinha” de Flávio Bolsonaro. Essa prática mais do que comum nos gabinetes de políticos burgueses é parte do que prende o dinheiro público nas mãos dos privilégios dessa casta. Bolsonaro e seu clã, que foram eleitos com forte discurso anti-corrupção, de nada estão distantes dos esquemas e negociatas, enquanto fazem avançar medidas que atacam os trabalhadores, em nome dos interesses dos capitalistas, e do ajuste fiscal, necessário para seguir aumentando o pagamento da ilegítima e fraudulenta Dívida Pública.

Por isso é importante fortalecer a bandeira de “Fora Bolsonaro e Mourão”, sem nenhuma confiança no autoritário STF, agora construindo uma trégua com Bolsonaro e os militares, e também sem confiança no Congresso e nos governadores.

É preciso construir uma alternativa independente, onde sejamos nós a tomar os rumos do país, para enfrentar a crise sanitária e a crise econômica, sem confiança neste regime cada vez em maior degradação desde o golpe institucional de 2016. Defendendo uma saída que confie nas forças próprias da classe trabalhadora, que avançe apoiado no ódio a Bolsonaro, voltando seus canhões contra os militares e contra o regime, defendendo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, onde seja o povo a decidir nosso rumo. Onde poderiamos inclusive abolir os privilégios da casta política, e defender o não pagamento da Dívida Pública, que anualmente suga os recursos do país para o bolso de banqueiros internacionais, e que agora poderiam estar sendo usados para o combate direto da pandemia, com testes, criação de novos leitos, e um auxílio emergencial mais substancial.




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