Mundo Operário

DEMISSÕES

RS tem 94,5 mil trabalhadores formais demitidos em meio a pandemia e deixados na miséria

Rio Grande do Sul é o terceiro estado com maior número de demissões deixando os trabalhadores na miséria em meio ao coronavírus graças as MP da morte de Bolsonaro para proteger o lucro dos capitalistas.

terça-feira 28 de julho| Edição do dia

Nessa semana o Brasil ultrapassou 1 milhão de novos demitidos formais graças às MPs de Bolsonaro Paulo Guedes, que carregavam o discurso demagógico de proteger vagas de emprego mas na prática serviram para proteger os lucros dos empresários. O RS é o terceiro estado mais afetado por essas demissões carregando quase 10% do do total no país com mais de 94 mil novos demitidos durante a pandemia, isso sem contar os trabalhadores informais.

Não é novidade que Bolsonaro e Paulo Guedes estão dispostos a tudo para atacar os direitos mais básicos conquistados pelos trabalhadores e vem na pandemia uma oportunidade perfeita para realizarem esses ataques. No Rio Grande do Sul Eduardo Leite(PSDB) Governa o estado sendo a principal correia de transmissão dos ataques do governo federal e aplicando os ataques aos trabalhadores a nível estatal para proteger os lucros dos empresários gaúchos.

Enquanto isso a população do RS sofre com um dos estados com mais desempregados durante a pandemia de COVID-19, ficando apenas atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Os dados são são totalmente alarmantes. Apenas mês de Abril o estado registrou 44 mil demissões, mas o número reduziu um pouco no decorrer dos meses graças a política irresponsável com a população de reabertura do comércio de Eduardo Leite, que aumentou drasticamente número de trabalhadores contaminados e mortos no estado.

Tudo isso para que Eduardo Leite pudesse agradar seus amigos empresários que não podem sobreviver um minuto sem lucros, nem que para isso precisem fazer decretos que nos obriguem a trabalhar em meio ao colapso da saúde pública no país que afeta de forma brutal os hospitais no RS.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontece no estado, o governo federal articula a mudança de uma portaria, do extinto ministério do trabalho da qual prevê que os patrões possam recontratar os empregados que foram demitidos na pandemia só que com salários menores. Isso é um grande ataque rumo a uma precarização maior do trabalho e também a manobras que por parte dos empresários que permitam recontratar os funcionários de forma terceirizada.

O RS é um dos estados que mais sofre com a pandemia e com a precarização do trabalho. Eduardo Leite atua firmemente ao lado dos empresários enquanto ataca a classe trabalhadora com demissões e precarização dos serviços essenciais, como é o caso das demissões dos cobradores de ônibus e o desmonte da saúde pública em meio a pandemia.

É necessário que os trabalhadores dêem saída a essa crise que somente pode ser resolvida por eles. Também se faz necessário que as centrais sindicais saiam do imobilismo e organizem os trabalhadores em seus locais de trabalho para garantirmos a proibição das demissões por parte dos patrões juntamente com uma renda mínima de 2 mil reais, que é a média salarial brasileira necessária para enfrentar a pandemia.

É preciso reconverter a indústria e colocá-la a disposição da fabricação de utensílios básicos como EPIs e respiradores para combatermos a pandemia e também garantir a contratação em massa dos desempregados em uma escala móvel de trabalho sem redução de salários para que todos os desempregados tenham direito a um salário e com uma jornada de trabalho menor para reduzir a exposição ao vírus

Tudo isso pode ser alcançado por meio de uma saída que seja dos trabalhadores e com independência de classe, construindo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana onde os trabalhadores possam levar a frente as suas demandas fazendo com que sejam os capitalistas a pagar por essa crise.




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