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RJ: Unificar as ocupações e greves

sexta-feira 20 de maio de 2016| Edição do dia

Com mais de 70 colégios ocupados no Rio de Janeiro, o movimento começa a sofrer duros ataques com as articulações da Secretaria de Educação e com o Movimento Desocupa. A mídia mostra o ‘Desocupa’ como se fosse apenas um movimento de alunos contra as ocupações, mas ele age com violência e "diálogo zero", tendo o governo por trás de sua organização.

Enquanto com uma das mãos a Secretaria de Educação, através desses movimentos, força a desocupação de forma criminosa, seja contratando gangues ou enviando seus diretores, que chegaram a convocar uma torcida organizada para desocupar um colégio; com a outra mão oferece o mínimo para alguns colégios, para manter a imagem de diplomacia entre os alunos e o governo.

Nada muda com a recente exoneração do secretário de educação Antônio Neto e a de Caio Castro, chefe de gabinete, pois quem entra no lugar é Wagner Victer, conhecido pela instalação de placas de sinalização custando cerca de R$ 1 milhão, e pelas "redistribuições" de professores entre diversos colégios, ocasionando a greve dos professores.

Contra estes ataques é necessário um comando unificado pela base dos colégios ocupados, que ganhe os pais dos alunos e a população para apoiar a luta da Educação contra os cortes, que se una aos professores em greve e ao movimento de ocupação dos colégios que já é nacional, que se una nacionalmente a todas as lutas pela educação, formando um bloco de resistência contra os cortes do governo golpista de Temer e dos governos estaduais, organizando a greve geral da Educação.




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