Política

OLIMPÍADA DO GOLPE

RJ: Temendo protestos contra o governo golpista, Prefeitura adia inauguração do VLT

A inauguração do Veículo Leve sobre Trilhos que seria neste domingo e contaria com a presença do presidente interino golpista Michel Temer, foi adiada pela prefeitura para o dia 5 de junho. Os protestos que ocorreriam neste domingo contra o governo golpista de Temer também foram adiados.

quinta-feira 19 de maio de 2016| Edição do dia

A prefeitura do Rio anunciou por via de nota que a inauguração do Veículo Leve sobre Trilhos, que ocorreria neste domingo, foi adiada para 5 de junho. O Governo Municipal alegou questões de segurança para atender a população, mas sabemos que a segurança da população carioca nunca foi prioridade da prefeitura, como vimos recentemente com o desabamento da ciclovia Tim Maia. Aliás, se tratando do VLT, falar em preocupação com a população é grande piada da prefeitura do Rio de Janeiro desde o início, já que o trajeto do Trem, entre o aeroporto Santos Dummont e a Rodoviária, não serve a ninguém que mora no Rio, apenas aos turistas, enquanto o povo e os trabalhadores têm que andar em latas de sardinha da SuperVia e ônibus lotados pagando passagens muito caras.

Na realidade, o presidente interino golpista Michel Temer compareceria à inauguração, e por este motivo um protesto havia sido marcado em repúdio ao seu mandato ilegítimo, obtido através de um golpe institucional. Até quarta-feira, eram cerca de 7 mil confirmados no ato “VLT – Vai Ter Luta Temer!”, convocado pela Frente Povo Sem Medo. Veja abaixo link do ato:

Temer pensou que seria bem recebido no Rio de Janeiro para a inauguração de mais uma obra olímpica superfaturada, já que o estado é dominado pelo partido tricampeão na modalidade “presidentes eleitos sem voto”: antes de Temer, o PMDB emplacou Itamar Franco e Jose Sarney como presidentes, todos sem legitimidade do voto direto. Importante lembrar que até semanas atrás, essa dominação se dava com participação direta do PT e PC do B,que foram chutados para fora depois do golpe.

Ledo engano, o estado governado pelo PMDB conta com cerca de 70 colégios ocupados por estudantes que odeiam profundamente os cortes na educação feitos por Pezão e a repressão orquestrada pela SEEDUC contra o movimento de ocupação de escolas. Além dos estudantes, professores e servidores e as Universidades do estado também estão combatendo estes mesmos cortes na educação e na saúde do governo do Estado.

A receita Temer pretende ser aplicada a nível nacional, com a desvinculação de verbas destinadas aos serviços públicos, para pagar o superávit primário, e também incluindo medidas como a privatizações de estatais, projetos para cobrar mensalidades nas universidades federais, além de cortes duros nos direitos trabalhistas, como aposentadoria e congelamento de salários mínimos. Das medidas anunciadas por Temer, algumas já encontram resistência aqui no Rio, como a ocupação do Palácio Capanema, contra o fechamento do MinC.

Contra os cortes dos governos estaduais e do governo golpista de Temer, é preciso unificar as ocupações e greves da educação, que estão acontecendo nacionalmente, unificando as 70 escolas ocupadas do RJ com as mais de 80 escolas ocupadas no RS, as 52 do Ceará, as ocupações da USP e UNICAMP, as greves de professores e da UERJ em uma greve geral da educação contra os cortes e o governo golpista. Unificando a juventude e a classe trabalhadora em uma mobilização, lutamos por uma assembleia constituinte livre e soberana que imponha o não pagamento da dívida dos estados e da união para haver verba para a educação e a saúde, que se corte dos altos salários de todo político deste regime corrupto, que todos ganhem igual à uma professora e sejam revogáveis por aqueles que os elegeram, e não por um punhado de juízes que não foram eleitos por ninguém, e um punhado de deputados e senadores que não têm nenhuma legitimidade para questionar o voto de 54 milhões de eleitores.




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