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RELATO: Bancos de ônibus despencam sobre usuários do transporte de Campinas

No Facebook, uma usuária do transporte público de Campinas divulgou fotos e relatou a trágica situação dos ônibus da cidade, com bancos despencando em cima dos passageiros que pagam a segunda passagem mais cara do país.

sábado 24 de fevereiro| Edição do dia

As imagens são impressionantes e escandalizam, de modo que provam ser cada vez mais frequentes os casos de ônibus quebrados na cidade. Além disso, é comum na cidade observar também pontos de ônibus despencando.

Confira o relato publicado no Facebook:

"Se eu contar o que aconteceu comigo ontem vocês não vão acreditar.

Eu estava indo do centro para a unicamp, como faço desde um tempão. Peguei o 330 no ponto na frente da maternidade de campinas, acho que era o ônibus das 7h15.

Paguei a passagem e me sentei no banco logo atrás daqueles bancos que ficam em cima da roda do ônibus ( sabe aqueles que são até altinhos). Do meu lado sentou uma outra moça que acho que também estuda na unicamp e no banco da frente sentou uma mulher.

Depois disso uma outra moça foi sentar no banco que estava vazio que era na frente do meu. Nesse momento , simplesmente o banco e as moças caíram inteiras em cima de mim e da menina que tava do meu lado. Obviamente gritamos de susto, mas o ônibus continuou seguindo. Levantamos do banco, todo mundo tava aparentemente inteiro e seguimos a viagem. Eu sentia o meu joelho esquerdo doendo porque eu estava sentada com os joelhos dobrados e tudo caiu em cima dele.

Eu nem ia compartilhar isso, mas minha mãe sugeriu e eu acabei achando que isso demonstra a total falta de responsabilidade com a nossa segurança e o sucateamento dos ônibus campinas, que ironicamente são os mais caros do país.
Tô colocando gelo no joelho, minha mãe que é fisioterapeuta acha que lesionei o menisco. Sorte que não sou idosa nem nada e que logo logo estarei ótima.

Em anexo a foto discreta que consegui tirar dos bancos já vazios. Eu tava na janela."

A máfia do transporte segue controlando essa cidade. Em 2017, foram dezenas de pessoas que morreram arrastadas nas portas dos ônibus pela falta de cobradores, atropeladas diante das extenuantes jornadas dos motoristas e esmagadas em pontos de onibus de concreto que caem sobre os passageiros.

Uma passagem de R$4,70 que não se justifica, em especial pelas condições de trabalho dos motoristas, que cumprem extenuante dupla função com a extinção dos cobradores em 2015. É preciso um sistema de transporte realmente público, estatizado e sob controle e operação de motoristas, cobradores, trabalhadores do transporte e usuários para garantir a qualidade, uma tarifa justa aos trabalhadores e passe livre para os estudantes e desempregados.




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