RE de Santo Andre contra a prisão de Lula e pelo direito do povo decidir em quem votar

Representantes de Escola de Santo André se posicionam contra a prisão arbitrária de Lula e pelo direito do povo decidir em quem votar nas próximas eleições.

quarta-feira 18 de abril| Edição do dia

No dia de hoje aconteceu em todo o estado de São Paulo as reuniões de representantes de escola. Em Santo André, cerca de 60 professores reunidos debateram a conjuntura nacional e internacional, além da situação das escolas e a política educacional do governo, que precariza a educação e ameaça os professores e alunos com a aprovação da reforma do Ensino Médio.

Diversas intervenções foram feitas para expressar a continuidade do golpe institucional como a votação da Reforma Trabalhista, que corta direitos conquistados pelos trabalhadores e aplica a contratação intermitente de trabaho, além de submeter as mulheres grávidas e que estão amamentando a trabalhar em lugares insalubres.

O debate girou em torno da necessidade de organizar as forças dos professores e do conjunto dos trabalhadores para enfrentar os golpistas e os novos ataques que nos querem impor, como a reforma da Previdência para cortar a aposentadoria e fazer com os trabalhadores trabalhem até morrer.

A partir das falas, a maioria dos representantes de escola votou que a subsede Santo André deve se posicionar contra a prisão arbitrária de Lula e pelo direito do povo decidir em quem votar, fazendo uma enorme exigência para que as grandes centrais sindicais rompam com a trégua que tem dado ao governo e organizem um plano de lutas para enfrentar a continuidade do golpe, suas reformas e ataques aos trabalhadores.

A professora Maíra Machado, do Movimento Nossa Classe Educação, que defendeu essa posição na reunião de RE, declarou que “ é muito importante que a subsede Santo André tenha uma posição clara nesse momento em que o golpe segue em nosso país. Os políticos da ordem e os empresários querem escolher a dedo os candidatos das próximas eleições para que tenham a garantia de que continuarão a atacar os direitos dos trabalhadores e seguirem lucrando com a superexploração de nosso trabalho. Não podemos nos adaptar à passividade e a trégua das grandes centrais como a CUT e a CTB que não querem organizar uma resistência séria contra os ataques aos nossos direitos, por isso exigimos que rompam com a trégua e construam um plano de lutas efetivo em cada local de trabalho. Em Santo André iremos em cada escola para debater com os professores que é preciso nos organizar e lutar de forma independente do PT.”

A reunião de RE discutiu também o enorme caos das escolas públicas de São Paulo, falta de professores e estrutura precária. Debatendo que é necessário que sejam contratados novos professores emergencialmente, já que nem mesmo professor eventual consegue abrir contrato de trabalho. Frente a isso, os professores reunidos votaram que farão uma exigência à Diretoria de Ensino para abertura imediata de contrato, a partir de um ato regional.




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