Política

SÃO PAULO

R$ 4,40 É UM ROUBO, QUEREMOS NOSSO DIREITO AO TRANSPORTE

Diana Assunção

São Paulo | @dianaassuncaoED

sexta-feira 18 de novembro| Edição do dia

Não é de se espantar a notícia de que o prefeito João Dória, um empresário e gestor, está "revendo" sua promessa de campanha de que não iria aumentar as tarifas de transporte. A relação entre o empresário Dória e os empresários do transporte é estreita e deve avançar nos próximos meses, já que o interesse de ambas as partes é manter seus lucros intactos. Não satisfeito Dória também quer fazer um "debate com a sociedade" sobre os poucos direitos de gratuidade que alguns setores tem atualmente, já que a gestão de Haddad também não se propôs a enfrentar a máfia do transporte.

Os governos dizem que o problema é que a cidade não é rica, e que falta recurso pra outras áreas prioritárias. Mas a verdade é que muito dinheiro pro pagamento da dívida pública, que deveria ser suspenso imediatamente pra ser destinado à educação, saúde, moradia e transporte. Mas também porque a enorme desigualdade garante que alguns poucos vivam em mansões e possam se locomover com jatinho particular e helicóptero. Exigimos a taxação das grandes fortunas, e que esse dinheiro seja destino aos serviços públicos.

Isso porque, pra que o transporte seja de fato um direito, precisamos da reestatização de todas as empresas de ônibus sob controle dos trabalhadores e usuários para acabar com os 18% de todo o investimento que vai pro bolso dos empresários milionários. Queremos passe livre universal para todos, pra exercer nosso direito à cidade e a locomoção. Também devemos lutar por um replanejamento das linhas e frotas feito pelos trabalhadores e usuários que são os que mais conhecem os caminhos com assessoria de técnicos. Ampliação da frota de ônibus 24 horas, ampliação das linhas de ônibus nas periferias e dos corredores exclusivos.

Um "gestor" dos ricos, como Dória, está longe de levar adiante medidas como essas, pois sua gestão é pros ricos e empresários. Quem vai sofrer com isso são os trabalhadores, a população pobre, a juventude trabalhadora, os estudantes e secundaristas, ou seja, a grande maioria da população. Organizemos desde já a nossa luta, relembrando com tudo a juventude em 2013 que lutou contra o aumento da passagem. R$ 4,40 não!




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