Quilombo Vermelho USP convida plenária aberta: Como encarar a luta antirracista e antifascista no Brasil?

Como encarar a luta antirracista e antifascista no Brasil? é a pergunta que convidamos a todos para debater na plenária aberta de negros e negras do coletivo Quilombo Vermelho USP nesta sexta-feira, 26, às 18h pelo Zoom. Para mais informações, entre em contato com Giovana, (11) 94220- 2065.

quarta-feira 24 de junho| Edição do dia

Os negros se levantaram no coração do imperialismo norte-americano e os gritos por justiça a George Floyd ecoaram no mundo todo contra a violência policial e o racismo, dizendo que as vidas negras importam. No Brasil, lutamos por justiça a João Pedro, Guilherme morto aqui em São Paulo e todos os jovens mortos por essa polícia racista e assassina.

O governo Bolsonaro reserva aos negros e pobres mortes pela falta de testes da covid-19, desemprego e a fome, impondo medidas provisórias que sacrificam a vida dos trabalhadores e que são aprovadas por Maia e pelo Congresso. Por tudo isso nossa luta contra o racismo é também pelo fora Bolsonaro, Mourão e todos os militares. Vemos que aqui no Brasil a luta antifascista abriu questionamentos profundos ao governo e ao regime, buscando por mudanças. Vemos também que na linha de frente, cheios de indignação, estão os trabalhadores dos postos mais precários, em sua maioria negros, como os entregadores de aplicativo que começam a se organizar e convocam uma paralisação internacional para o próximo 1 de julho.

Dentro da USP vemos a reitoria racista, de mãos dadas com o governo Doria, precarizando o trabalho e a educação dentro da universidade. Impõem de maneira autoritária e antidemocrática o ensino remoto aos estudantes, deixando centenas excluídos por não ter condições psicológicas e materiais para seguir a “normalidade” que tentam igualmente impor. Quem mais se prejudica são os pobres e negros, que sofrem com os ataques já anuais à permanência estudantil, com as condições de moradia no CRUSP, com os estágios e trabalhos precários que estudantes recorrem para se manter.

Para favorecer os lucros das empresas, a reitoria cortou contratos que vai ocasionar a demissão de trabalhadores terceirizados, podendo deixar centenas na rua em meio a uma pandemia. Como bem se sabe, a reitoria racista obriga os terceirizados a trabalhar sem nenhuma segurança contra a covid-19, inclusive aqueles que fazem parte do grupo de risco. Trata de forma desigual os efetivos e terceirizados, fornecendo testes da covid apenas para os efetivos do Hospital Universitário, como se as vidas dos terceirizados não tivessem importância. Como resultado, dois trabalhadores terceirizados da USP já morreram por conta do vírus. Inclusive, vemos o Hospital Universitário sendo ainda mais precarizado, mesmo sendo um local fundamental para o combate à covid-19 na zona Oeste. Vários trabalhadores relatam que sequer têm garantido o direito a EPIs.

É preciso seguir os exemplos dos Estados Unidos, contra a violência policial e o racismo estrutural da sociedade capitalista, para que a classe trabalhadora que é majoritariamente negra e feminina no Brasil, possa tomar os rumos do nosso país em suas mãos.

Neste encontro do coletivo Quilombo Vermelho, contaremos com a presença de Letícia Parks, editora do livro A Revolução e o Negro e fundadora do Quilombo Vermelho. Venham todas e todos discutir e fortalecer a luta negra anticapitalista, pensar juntos os caminhos e fortalecer para que a voz da classe trabalhadora e da juventude seja escutada. É tempo de lutar e se organizar!

Te vemos no Zoom dia 26 de junho às 18h. Para mais informações, entre em contato com Giovana, (11) 94220-2065.




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