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Quem são as empresas corruptas que financiaram a campanha de Jair Bolsonaro?

O deputado Jair Bolsonaro é conhecido por defender suas posições reacionárias como defender a ditadura militar, assim como é contra alguns direitos democráticos, sobretudo no que diz respeito em defesa dos negros, das mulheres, dos LGBTT e principalmente da classe trabalhadora. Alguns reacionários que defendem o deputado, alegam que ele não está envolvido em escândalos de corrupção, mas algumas empresas que financiaram sua campanha eleitoral são notoriamente corruptas.

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quinta-feira 6 de outubro| Edição do dia

Uma das empresas que financiou a campanha de Jair Bolsonaro é a JBS. Um dos donos da JBS é Josely Batista, um dos empresários que esta sendo investigado pela operação Lava Jato. De acordo com a etapa deflagrada da Lava Jato pela Polícia Federal que aconteceu no dia 1 de julho, a investigação que envolveu o dono JBS levou a um aliado importante do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

De acordo com a denúncia que fizemos neste site no ano passado, a JBS está investigada por ter recebido repasses milionários do BNDES, na época controlado pelo ex-governo Dilma. Com este dinheiro, a JBS fez a compra da empresa norteamericana Swift em 2007, viabilizada por um investimento de 1,1 bilhão com o dinheiro do BNDES. Até o ano passado, o BNDES é dona de 23,19% das ações da JBS, enquanto a Caixa Econômica Federal detém 10,7%.

Em 2014, a Policia Federal descobriu duas contas bancárias em nome de uma das empresas fanstasmas ligadas a um dos doleiros da Operação Lava Jato, Carlos Habib Chater. Chater recebeu da JBS, um valor global de 800 mil. Estas contas estavam no nome de Gilson M Ferreira TRANSPORTE ME, cujo o sócio foi identificado como Gilmar Ferreira, estabelecido no município de São José dos Pinhais.

Outra empresa que financiou a sua campanha é a Flora Produtos de Higiene e Limpeza S&A. No começo deste ano, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o presidente do conselho administrativo da JBS, Josely Batista e João Heraldo dos Santos Lima presidente do Banco Rural por crimes contra o sistema financeiro. De acordo com o MPF, os empresários são acusados por fazerem operações ilegais de concessão de empréstimo envolvendo cerca de 80 milhões de reais. Nesta denuncia, o MPT-SP relata que a J&F Participações e Flora Produto de Higiene e Limpeza abriram contas correntes no Banco Rural no dia 21 de dezembro de 2011. No dia seguinte, o Banco Rural concedeu créditos que totalizavam 40 milhões a Flora. Se formos descontar os impostos e as taxas de operações, o Banco Rural concedeu a esta empresa o valor de 39,650 milhões de reais.

Outra empresa que financiou a campanha de Jair Bolsonaro foi a LOCTEC Engenharia. Em 2014, o promotor de Justiça de Goiás, Fernando Krebs, propôs uma ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra o ex - presidente da Agetop, José Américo de Souza, o ex - diretor técnico do órgão, Ricardo Ferreira de Souza e também as empresas LOCTEC Engenharia LTDA e São Cristóvão. O motivo desta ação, foi porque a Agetop celebrou um contrato em 2008, com as duas empresas. A concorrência dividiu o objeto em dois lotes, o primeiro destinado á Construtora São Cristovão e o segundo seria destinado para a LOCTEC. De acordo com Krebs, a irregularidade apontada no lote concedido para a LOCTEC Engenharia consiste que a empresa causou um prejuizo de 104.485.87 por obstruir estradas para a captação de água, erosões no aterro e execução das camadas de pavimento base em desacordo com as normas técnicas.

Outra empresa que financiou a campanha de Jair Bolsonaro é a empreiteira Galvão Engenharia. A cúpula desta empreiteira foi condenada pela a operação Lava Jato no final do ano passado. De acordo com o jornal Estadão, o Juiz Sergio Moro decretou 13 anos e dois meses a Dario de Queiroz Galvão, doze anos e cinco meses a Erton Medeiros de Fonseca e onze anos e oito meses a Jean Alberto Luscher Castro. Ambos acusados por lavagem de dinheiro.

O banco BMG também financiou a candidatura de Jair Bolsonaro. Em 2012, o mineiro Ricardo Guimarães foi condenado no último dia 15, pela Justiça Federal em Minas Gerais, a sete anos de prisão por participar do esquema do mensalão. Outra empresa que financiou a campanha de Bolsonaro e também está envolvido em esquema de corrupção é a OAS. A cu pula da OAS também foi condenada pela operação Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. É a empresa de Léo Pinheiro, preso a 16 anos e 4 meses. A empresa OAS fez parte do cartel de empreiteiras que apossou de contratos bilionários na Petrobrás, entre 2004 e 2014.

A Fuadi Rassi também financiou a campanha de Jair Bolsonaro. Esta empresa foi investigada pela Policia Federal em Goias por integrar um cartel que fraudava as licitações da Ferrovia Norte - Sul. Estas informações partiram de um acordo de leniência da Construtora Camargo Correia durante a operação Lava Jato.
Primeira conclusão das investigações.

As empresas que financiaram a campanha de Jair Bolsonaro, de um lado mostram que o deputado conhecido por fazer suas declarações reacionária faz parte deste sistema corrupto. Conforme apontamos aqui, estas empresas que são investigadas e até condenadas pela Operação Lava Jato por crimes de corrupção bancam Bolsonaro para fazer discurso na Câmara dos Deputados saudando o torturador Ustra, contra as mulheres, os negros, os LGBTT e a classe trabalhadora.

Do outro lado, apesar destas empresas financiarem a campanha do Bolsonaro é visível que este deputado é poupado da Operação Lava Jato. Ao contrário do que dizem os defensores do Bolsonaro, a Operação Lava Jato não está disposta em combater a corrupção, mas sim colocar um governo que consiga aplicar as medidas impopulares que o imperialismo almeja.




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