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Quem é Eunício Oliveira, o novo presidente do Senado?

O líder do PMDB no Senado Eunício Oliveira, citado na Lava-Jato, foi escolhido nessa quarta-feira (1) para ocupar o cargo de presidente do Senado com 61 votos contra 10 do senador Jose Medeiros (PSD-MT) – votos brancos somaram 10.

quarta-feira 1º de fevereiro de 2017| Edição do dia

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Homem de confiança do golpista Michel Temer, o empresário Eunício Oliveira é um dos senadores mais ricos da Câmara, sua fortuna triplicou nos últimos 4 anos, passando do montante de R$ 36,7 milhões para R$ 99 milhões de reais.

Integrante da corja golpista de Temer, Eunício Oliveira substituirá o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) a fim de garantir a agenda política neoliberal proposta pelo Executivo. A reforma trabalhista e da previdência, medidas que atacam e precarizam a vida do trabalhador brasileiro serão defendidas com afinco por esse representante convicto dos interesses capitalistas e de sua casta política. Em última instância, será ele e a bancada pmdebista que decidirão sobre a tirada de direitos sociais e políticos da classe trabalhadora.

Se respondida a pergunta inicial, sugiro, por hora, uma outra pergunta: quem está ao lado do novo presidente do Senado?

Me parece que o PT não conseguiu tirar nenhuma lição com os acordos e as alianças feitas com a direita que abriram caminho para o golpe institucional. Na verdade, a estratégia desprezível e baixa de confirmar apoio à candidatura pmdebista à presidência do Senado, corresponde ao interesse da sigla em conseguir espaço na Mesa Diretora, lançando o nome do senador José Pimentel (PT-CE). A estratégia petista é de se manter dentro do regime a qualquer custo, mesmo que se faça necessário refazer alianças com os setores mais reacionários e neoliberais do país. Sua intenção é estar por dentro das decisões políticas da Casa Legislativa, ao passo que mantém as burocracias sindicais e estudantis no imobilismo, para lançar um candidato nas eleições presidenciais de 2018.

Vemos se construir diante nossos olhos, novamente, uma aliança entre setores de uma casta política que reivindicam um regime que mantém privilégios e defendem os interesses dos capitalistas. Essa aliança aos golpistas representa, hoje, um apoio incondicional a agenda de ataques à classe trabalhadora e à juventude brasileira.




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