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Quem disse que os gatos não podem ser revolucionários?

A crença popular diz que são solitários, individualistas, traiçoeiros e desafeiçoados. Desmistificarei um pouco disto tudo.

sexta-feira 14 de outubro| Edição do dia

Para começar há que ser dito que os gatos esteticamente são harmônicos, desde sua calda até sua cabeça, tem poses muito lindas e sabem ser bastante fotogênicos. No que se refere a suas qualidades físicas possuem grande destreza para subir terraços, escalar árvores, trepar em paredes ou de um cachorro feroz.

Outra característica do felino é sua higiene e anseio pessoal: Se higienizam durante longas horas, fundamentalmente depois de uma bem servida porção de comida ao já estarem satisfeitos. Limpam seus corpos para depois cuspir bolas de pelos, para isso mastigam pedaços de folhas ou capim. Sua astúcia os leva a buscar refúgios quentes durante o inverno, e frescos no verão, e dormem uns em cima dos outros ou muito próximos no caso de em grande quantidade a fim se esquentarem juntos (haverá algo mais socialista do que isto?)

Para começar a desmistificar estes animaizinhos, temos que dizer que apesar de serem animais pouco dóceis em alguns casos, normalmente afeiçoam-se caso recebam atenção e estímulos de diferentes maneiras (com brincadeiras, comidas, chamados, etc.). Também podem ser bastante solitários, o que não significa que sejam “individualistas” (não necessitam de um “amo”. Existe algo mais contrarrevolucionário do que depender de um amo ou ser submisso?). Se não conseguem comida de um humano, podem ser bons caçadores e buscar presas pequenas (insetos) ou médias (desde aves até repteis). Recorrem à água da chuva em poças ou recipientes sujos para se hidratar (isto quando são gatos criados nas ruas ou tetos).

Nenhum animal é traiçoeiro, todo animal se rege por seu instinto, se lhe puxam a cauda, o mais provável é que te arranhe como mecanismo de defesa dizendo-te “ei, isto eu não gosto, me está fazendo mal”, mas também vão se sentir satisfeitos se lhes acariciar as zonas erógenas ou placentárias como debaixo de seu queixo ou sua cabeça. Não são para nada desafeiçoados, apenas demonstram seu afeto de maneira diferente dos cachorros. Tanto os atos de amor como seus males físicos não exteriorizam muito. Quantas vezes vemos (os que temos) como os gatinhos vão até nossa cama ou onde estamos, ronronando, sussurrando-nos ao ouvido e dizendo-nos: aqui estou para dar-te amor? Ou quantas vezes não nos damos conta de que lhe acontece algo de errado até que deixa de comer?

Eles são muito territorialistas, por isso vão demonstrar seu amor te aceitando se souber como tratá-los, te incorporando ao seu território e a sua vida. Em um segundo artigo falaremos dos cuidados, de algumas sugestões, dicas para pessoas que ainda não decidiram adotar um e/ou querem fazer, mas não se animam.




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