Sociedade

Queiroz tem prisão domiciliar revogada e terá que retornar à cadeia

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou ontem a absurda prisão domiciliar do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e de sua mulher, Márcia Aguiar.

sexta-feira 14 de agosto| Edição do dia

A medida havia sido determinada pelo presidente do STJ, João Otávio de Noronha, no mês passado. O presidente do STJ já foi elogiado por Bolsonaro e tem os olhos voltados para uma vaga no STF, segundo levantamento 87,5% de suas decisões foram em favor do governo. Com a nova decisão, Queiroz terá de voltar para a cadeia e Márcia vai cumprir o mandado de prisão preventiva em regime fechado.

Queiroz foi detido em 18 de junho na casa de Frederick Wassef, então advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em Atibaia (SP). O ex-assessor é suspeito de operar um esquema de "rachadinhas" - apropriação de salários de funcionários - no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Menos de um mês após Queiroz ser preso, Noronha aceitou, no dia 9 de julho, um pedido da defesa do ex-assessor, contrariando a prisão preventiva que apontava que o ex-assessor buscava intervir no andamento das investigações. No habeas corpus, os advogados de Queiroz pediram a conversão da prisão preventiva em domiciliar. Como argumento, citaram o estado de saúde do ex-assessor e o contexto de pandemia, além de criticarem fundamentos da medida autorizada pela Justiça.

Na ocasião, Noronha estendeu a prisão domiciliar para Márcia, que estava foragida. "Por se presumir que sua presença ao lado dele (Queiroz) seja recomendável para lhe dispensar as atenções necessárias", argumentou o presidente do STJ. Mostrando toda seletividade do judiciário, que protege seus pares políticos envolvidos em corrupção, enquanto é carrasco com os mais pobres. A mesma corte por exemplo negou prisão domiciliar para um acusado de furtar 2 xampus no valor de R$ 10.

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Enquanto está nas mãos desse judiciário cúmplice e da polícia dos capitalistas, as investigações do caso correm ao sabor das crises políticas, sem nunca se aprofundar nos elos suspeitos de Queiroz e do clã Bolsonaro com as milícias cariocas e até com o assassinato de Marielle Franco.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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