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Queimadas no Pantanal batem recorde e são as maiores em 23 anos

A irracionalidade do sistema capitalista com o avanço do agronegócio nos biomas resulta em imagens de barbárie. Segundo INEP, o Pantanal bate recorde de foco de queimadas em 23 anos. O bioma que é a maior planície alagada no mundo está em chamas continuamente.

quinta-feira 1º de outubro| Edição do dia

Foto: Dida Sampaio/Estadão

As queimadas nos biomas brasileiros, como vemos atualmente o Pantanal, vem aumentando desde o início do ano, devastando a riqueza natural brasileira e mundial, enquanto o Bolsonaro e seus capachos fazem desdenha com esses casos.

As queimadas em curso são as maiores dos últimos 23 anos. Com 8.106 focos de incêndio no Pantanal, 2020 é o ano com maior número de focos da história. Setembro foi o mês com maior número de focos desde 1998. Em apenas nove meses, o Pantanal também bateu o recorde anual em focos de calor. A maior planície úmida do mundo apresentou a sétima alta mensal consecutiva e bateu o recorde do registro histórico para setembro, com 8.106 focos de calor, alta de 180% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que teve 2.887 focos.


Imagem: G1

De acordo com dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, entre 1º de janeiro e 30 de setembro o total de 18.259 pontos de fogo no Pantanal já supera em 82% o total de queimadas observado ao longo de todo o ano passado no bioma, que foi 10.025. É o maior valor observado para o período de um ano desde o início dos registros do Inpe, em 1998. O maior valor até então era o de 2005, com 12.536 focos para 12 meses.

Isso é resultado do avanço da agropecuária capitalista sobre os biomas brasileiros, incentivada pelo governo Bolsonaro e por Ricardo Salles que querem literalmente “passar a boiada” por cima dos nossos ecossistemas. O objetivo de Salles e Bolsonaro é garantir os lucros dos latifundiários do agronegócio, que no Brasil são apenas 1% dos proprietários rurais controlando 50% de todas as áreas agrícolas, como apontamos aqui.

Ano passa do vimos o absurdo “dia do fogo” ser convocado, no qual latifundiários organizaram queimadas sistemáticas na Amazônia. A irracionalidade do sistema capitalista é tanta que não hesitam em provocar devastação em prol dos seus lucros, proporcionando um cenário de barbárie para o conjunto da população, à natureza, à saúde, ao trabalho e à vida de modo geral.

Veja mais: Não é fogo, é capitalismo

Matéria atualizada em 01/10/2020 às 14h30




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