Economia

CRISE ECONÔMICA MUNDIAL

Queda nas bolsas mundiais pelas tensões entre Estados Unidos e China

Nesta segunda-feira, as ações mundiais decresceram frente às novas acusações do governo dos Estados Unidos que vinculam o surto do coronavírus com um laboratório em Wuhan. Na semana passada, Trump voltou a ameaçar a China com novas sanções.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

As ações mundiais caíram nesta segunda-feira pelas tensões entre Estados Unidos e China sobre a origem da pandemia do coronavírus.

Na Europa, o índice de referência Stoxx 600, que mede maiores empresas da região baixou em 2,6% até a metade da manhã. Em Frankfurt, o Dax desceu 3,6%, enquanto o CAC 40 em Paris desceu 4,1%. O FTSE 100 de Londres, que havia se contraído em 2% na sessão anterior, caiu mais 0,3%.

Os futuros mercados inclinaram o índice de ações S&P 500 a baixar 1% quando as operações da semana começam mais tarde em Wall Street.

As ações asiáticas caíram. O índice Hang Seng de referência de Hong Kong caiu em 4,2%, enquanto que o índice Kospi da Coreia do Sul caiu em 2,9%. As bolsas no Japão e na China estavam fechadas ontem.

Também foram registradas baixas do petróleo. Os futuros do petróleo bruto estadounidense cediam em mais de 5% nas primeiras operações da segunda-feira, apagando os lucros da semana passada. A cotação do barril de petróleo Brent, referência na Europa, caiu na manhã de ontem e 2,27% e o WTI estadounidenste caiu em 7,3%.

As bolsas no vermelho foram registradas logo após as declarações de Mike Pompeo, secretário de Estado dos Estados Unidos, neste domingo quando ratificou as afirmações do governo dos Estados Unidos que vinculam o surto do coronavírus com um laboratório em Wuhan, na China, sem proporcionar nenhuma prova. O gigante asiático negou que o vírus venha do laboratório.

Além disso, Pompeo sustentou em uma entrevista televisiva que a China estava bloqueando o acesso a informação e se negava a cooperar com cientistas estrangeiros que tentavam desenvolver essa vacina.

Na sexta-feira, as taxas mundiais também caíram, porque o presidente dos Estados Unidos, Trump, com a desculpa da origem do vírus ameaçou a China novamente com novas sanções.

Paul Donovan, economista chefe da UBS Wealth Management, declarou ao jornal Financial Times que “os investidores temem qualquer escalada de tensões trará danos à economia dos Estados Unidos”.

Robert Carnell, da ING, afirmou "é possível que o governo dos Estados Unidos se sinta encorajada para reiniciar uma retórica comercial dado o aumento das existências nas últimas semanas”.

Pela crise econômica mundial os prognósticos a nível mundial não são alentadores. A China caiu em 6,8% no primeiro trimestre deste ano; e os Estados Unidos se contraiu em 4,8% no primeiro trimestre deste ano, os pedidos de seguro desemprego chegaram a quase 30 milhões em seis semanas.

Antes da pandemia, as tensões entre China e Estados Unidos já estavam presentes, que se transformaram em uma “guerra comercial”, mas que de fundo expressava as disputas entre os dois países pela primazia tecnológica e pelos espaços mundiais de acumulação de capital. Não se pode descartar que com a crise mundial estas disputas possam se aprofundar.

Publicado originalmente em espanhol no La Izquierda Diario Argentina, integrante da Rede Internacional La Izquierda Diario, da qual o Esquerda Diário é parte.




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