DECLARAÇÃO DA JUVENTUDE FAÍSCA

Que a reitoria da UFMG efetive e dê licença remunerada já aos trabalhadores terceirizados

A partir de hoje as aulas na UFMG estão suspensas por tempo indeterminados, mas os técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados cujas funções não são essenciais continuam trabalhando, sofrendo riscos frente à pandemia de COVID19. Como proceder nesta situação?

quarta-feira 18 de março| Edição do dia

Hoje a UFMG já se encontra com aulas e outras atividades suspensas, conforme orientação da reitoria a partir de reunião com o governador Romeu Zema, com o Fórum das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais e com o Comitê Permanente de Acompanhamento das Ações de Prevenção e Enfrentamento do Novo Coronavírus (que, diga-se de passagem, não abarca representantes democraticamente eleitos dos quatro setores da comunidade universitária). Apenas não está suspenso o trabalho de técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados.

A Nota do Gabinete da Reitoria à Comunidade da UFMG publicada hoje não cita nem os trabalhadores efetivos (técnicos administrativos) nem os terceirizados da universidade. A reitoria poderia alegar que os trabalhadores terceirizados não são de sua instância, e sim da empresa contratante. Sabemos que essas empresas, que só se preocupam com seus lucros, frente a uma possível liberação por parte da reitoria, poderiam não receber seus salários ou mesmo serem demitidos.

Esta é a cara da terceirização: mulheres, negras, sempre na mira dos primeiros ataques, cortes de verbas e demissões. Também são essas e esses trabalhadores os mais expostos à contaminação pelo vírus, pois, pelos próprios salários baixíssimos que recebem, têm menos acesso aos cuidados preventivos com a saúde, enfrentam os transportes em horários de pico e lotados, estão mais suscetíveis à desinformação, e, pela natureza dos seus serviços, estão expostos à contaminação pela via por exemplo da limpeza dos espaços por onde passaram centenas e até milhares de pessoas nos últimos dias.

Isto escancara dois fatos. Em primeiro lugar, que estas e estes trabalhadores precisam ter direito à licença remunerada imediatamente, como uma das várias medidas de saúde pública necessárias, que explicamos melhor aqui. Em segundo lugar, que a reitoria da UFMG nunca deveria ter sucumbido aos contratos terceirizados na UFMG, e neste momento mais do que nunca se escancara o nível de precariedade e controle dos patrões - para quem os lucros valem mais que qualquer vida - a que estão submetidos. Como medida emergencial, a reitoria da UFMG deve contratar imediatamente, com plenos direitos, todos os trabalhadores terceirizados como trabalhadores efetivos da universidade, e assim ceder-lhes licença remunerada.

A Juventude Faísca - Anticapitalista e Revoluconária defende estas e outras medidas para serem adotadas frente a esta crise não só na UFMG, mas em toda a sociedade. Para saber mais, acompanhe nossas redes sociais.




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