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Pandemia | Quase 9 entre 10 médicos dizem ter pego covid-19 nos últimos dois meses

Enquanto não há providências mínimas por parte de Bolsonaro e governadores, como a testagem massiva e contratações emergenciais, uma pesquisa da a AMB (Associação Médica Brasileira) aponta que 87% dos médicos dizem que se contaminaram por covid-19 nos últimos dois meses, e 64,2%, se dizem sobrecarregados.

quinta-feira 3 de fevereiro | Edição do dia

IMAGEM: Michel Dantas/AFP

Em meio ao novo surto pandêmico de covid-19 devido a nova variante ômicron, diversos efeitos vem ocorrendo no sistema de saúde do país, sobretudo nas unidades de saúde, onde as taxas de ocupação de leitos vem aumentando, provocando uma enorme sobrecarga de trabalho para os profissionais da saúde.

Além disso, esse setor que vem sendo a linha de frente no combate a pandemia, também vem sofrendo com uma de suas consequências mais diretas, que são as infecções, ao ponto de se ter uma taxa de 87% de médicos que se contaminaram por covid-19 no país, segundo um levantamento da AMB (Associação Médica Brasileira).

Algo que também se expressou pelo alto número de afastamentos nas unidades de saúde, chegando a ter 45% considerando também enfermeiros e outros profissionais da mesma área, sendo que há um ano, esse número correspondia a 32,5% e atualmente é apontada como a principal debilidade assistencial na pandemia.

O outro lado dos afastamentos e das contaminações, como a ponta César Eduardo Fernandes, que preside a AMB, é justamente o fato de que os trabalhadores remanescentes acabam trabalhando mais, estando sujeitos a um maior esgotamento físico e mental. Algo cujos dados também apontam, quando 51,1% dos médicos consultados, entre 3.517, se declararam esgotados e 51,6% apreensivos no atual momento, assim como 62,4% se declararam estressados e 64,2% sobrecarregados.

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Essa situação é fruto direto da política negacionista de Bolsonaro que minimizou a pandemia desde o seu início até a fase atual, com a nova variante, não tomando nenhuma providência mínima como a testagem massiva, sobretudo neste momento, assim como de anos de sucateamento da saúde pública, também perpetuada por diversos governadores como João Doria que se colocam enquanto uma oposição "racional" frente ao Bolsonaro, mas também foram responsáveis por diversos ataques a saúde e a pesquisa.

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