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PANDEMIA

Quase 25 milhões de pessoas com coronavírus no mundo e 7 milhões na América Latina

A América Latina se mantem como o continente com mais casos ativos no mundo com 6.922.174 contaminados por coronavírus, enquanto Brasil e Peru se mantêm como os casos mais representativos na América Latina.

segunda-feira 31 de agosto| Edição do dia

Em todo o mundo já estamos chegando aos 25 milhões de casos do Covid-19. Os casos de coronavírus na América Latina superam os 7 milhões nesta quinta-feira, segundo dados compilados pelo Centro de Recursos de Coronavírus da Universidade de Johns Hopkins e cálculos da CNN.

A lista dos 10 primeiros países com mais contaminados de coronavírus se compõe da seguinte maneira: Estados Unidos com 6.44.331, Brasil 3.764.493, Índia 3.384.575, Rússia 975.576, África do Sul 618.286, Peru 613.378, Colômbia 582.022, México 573.888, Espanha 452.792 e Chile com 404.102 casos.

O Brasil se encontra no 2ºlugar de lista de países com maior quantidade de infectados a nível mundial, enquanto Peru é o segundo país com mais casos na América Latina. Do mesmo modo, há um total de 28.277 mortes por causa da covid neste país, enquanto que no Chile o Ministério da Saúde reportou na quinta-feira (27/08) 1.739 novos casos, chegando a um total de 404.102 casos e 11.072 mortes por coronavírus.

Pandemia e desemprego na América Latina

Enquanto a economia capitalista mostra uma paralisia histórica, os efeitos sociais se aprofundam afetando a milhões de latino-americanos com o desemprego e pobreza. América Latina e Caribe marcam um recorde histórico de 41 milhões de desempregados, em consequência da pandemia de Covid-19. Segundo a Organização Mundial do Trabalho, Chile, Brasil, México e Colômbia são os países mais afetados da região.

Isso significa que os 26 milhões de pessoas que já se encontravam sem trabalho antes da emergência sanitária se somam a outros 15 milhões que perderam seus empregos durante os meses de quarentena. No Chile, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), o desemprego já chegou a 12% a nível nacional, alcançando níveis históricos; isto sem contar as 700 mil pessoas que se encontram “suspensas” –onde pelo menos a metade passara a engrossar as filas de desempregados-, ou outros 700 mil casos de pessoas que neste momento se encontram “inativas”, isto é, sem buscar emprego, mas que nos próximos meses passaram a ser novos desempregados.

Os níveis de pobreza alcançaram mais da metade da população latino-americana. As pessoas em situação de pobreza chegará a 45,4 milhões de pessoas em 2020, número que representa 37,3% da população latino-americana e as pessoas em situação de pobreza extrema aumentará para 28,5 milhões de pessoas, equivalente a 15,5% do total da população.

Ao que foi exposto acima se soma mais de 126 mil empregados que perderam seu trabalho no ultimo trimestre, dos quais somente 19.587 estão buscando trabalho (15,5%), o que aumenta significativamente os inativos. Isto é, mais de 100 mil pessoas (84,5%) hoje estão desmotivadas ou pessimistas em relação a busca de um novo emprego.

A crise econômica e a onda de demissões mostram como os capitalistas e os distintos governos empresariais buscam que a crise seja paga pelos trabalhadores e não por eles, que são os que enriquecem por anos à custa do nosso trabalho, gerando desesperança e pessimismo para sair em busca de emprego, jogando milhões na miséria e mantendo milhões de pessoas recebendo salários que não conseguem chegar ao final do mês e sustentar suas famílias.




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