Educação

UFRGS

Psicologia e Serviço Social UFRGS suspendem aulas, fundam comitê de base e convocam atos contra Bolsonaro

Em grande assembleia nesta segunda-feira (15) os estudantes de Psicologia e Serviço Social da UFRGS aprovaram a fundação de um comitê de base para se organizar contra Bolsonaro e a extrema direita, com paralisação das atividades no Instituto na próxima semana e construção dos atos que ocorrem nesta quinta-feira (18) e no sábado (20) em Porto Alegre. Na assembleia também estiveram presentes funcionários e professores.

terça-feira 16 de outubro| Edição do dia

Confirme presença no ato de quinta-feira (18) em Porto Alegre, às 17h na Esquina Democrática contra Bolsonaro e a extrema direita.

Estudantes de Serviço Social e Psicologia se reuniram em assembleia na UFRGS para se organizar contra Bolsonaro e suas ideias fascistas. As pesquisas mostram um fortalecimento eleitoral inédito da extrema direita, com o apoio do mercado financeiro, do agronegócio e das igrejas evangélicas. Com a chapa militar as classes dominantes buscam impor no Brasil um regime muito mais autoritário, repressivo para atacar todos os direitos da classe trabalhadora e do povo, com autorização ao racismo, machismo e LGBTfobia propagados constantemente pelo candidato e seus apoiadores.

Os estudantes da Psicologia e Serviço Social, assim como os professores e funcionários presentes na assembleia discutiram sobre este difícil cenário político brasileiro, colocando a necessidade de se organizar desde já não só para tirar votos de Bolsonaro daqui até o dia 28 de outubro, mas com a perspectiva de manter o comitê antifascista no instituto como uma ferramenta de mobilização, unidade e organização em defesa dos direitos democráticos. Foi aprovado um chamado aos demais cursos, especialmente do Campus Saúde, a compor o comitê de base de maneira unificada. A assembleia também deliberou construção dos atos que ocorrem nesta quinta-feira (18) e no sábado (20) em Porto Alegre e a produção de material próprio do comitê com eixo em mostrar o que uma vitória de Bolsonaro significa para o país, dialogando com o antipetismo, em defesa da democracia.

Assim em alguns cursos da USP e Unicamp, os estudantes, professores e funcionários da Psicologia e Serviço Social são um grande exemplo a todos os cursos da UFRGS. Também parte dos estudantes do Teatro UFRGS estão desde a semana passada sem ir às aulas para se organizar e se mobilizar contra Bolsonaro. Nesta semana atividades acadêmicas do Salão UFRGS paralisaram as aulas, e na próxima semana é fundamental que todos os cursos da UFRGS façam assembleias para deliberar pela suspensão das atividades e pela fundação de comitês de base em cada curso e instituto para mobilizar contra a extrema direita. A ânsia privatista, entreguista e liberal de Bolsonaro significará um sucateamento ainda maior do que Temer vinha fazendo, apontando inclusive para a privatização da educação e da própria universidade pública, imposta com repressão e autoritarismo do Estado. Somente a organização de base e a mobilização em cada local de estudo e de trabalho pode mudar este curso dos acontecimentos.




Tópicos relacionados

Comitês contra Bolsonaro   /    Mulheres Contra Bolsonaro   /    Rio Grande do Sul   /    Bolsonaro   /    Porto Alegre   /    Caxias do Sul   /    Educação   /    Juventude

Comentários

Comentar