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Protestos no Haiti paralisam o país e sofrem repressão violenta da polícia

Porto Príncipe amanheceu paralisado nesta segunda-feira (10) após o chamado de uma greve geral de dois dias, posterior a onda de protestos no domingo, pedindo a renúncia do presidente Jovenel Moise.

segunda-feira 10 de junho| Edição do dia

Após mobilizações que já ocorreram no começo do ano diante da profunda crise econômica e social que vive o país, somado as acusações de corrupção acumuladas pelo presidente, população volta as ruas em uma greve geral de dois dias.

Segundo os líderes da oposição, ao menos 7 pessoas foram mortas e mais de 100 estão feridas. 12 manifestantes foram presos após atearem fogo a dois carros da polícia e dois edifícios. Segundo testemunhas, foi a guarda presidencial que teria sido responsável por uma das mortes em frente ao palácio do presidente da República, após seguranças atirarem contra um grupo de manifestantes.

Moise é acusado de supostamente desviar fundos do Petrocaribe, o programa pelo qual a Venezuela fornece petróleo ao Haiti a preços baixos. O governo venezuelano teria repassado milhões de dólares a Agritrans, empresa de Moise responsável pela execução de obras no Haiti que nunca saíram do papel, ou que encontram-se paralisadas.

Uma auditoria apresentada no início de fevereiro pelo Tribunal de Contas revelou irregularidades entre 2008 e 2016 neste programa envolvendo quinze ex-ministros e atuais funcionários no assunto, bem como uma empresa que Moise encabeçou antes de chegar à presidência.

População sofre a anos da crise econômica com altos índices de extrema pobreza, falta de alimentos e mais recentemente apagões elétricos. Um país saqueado pelo imperialismo internacional durante sua história e que agora amarga a crise que os capitalistas internacionais criaram.




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