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Protesto nos EUA após a polícia assassinar mais um negro em Charlotte

quarta-feira 21 de setembro| Edição do dia

Foto: REUTERS/Adam Rhew/Charlotte Magazine

Manifestantes bloquearam uma rodovia e entraram em confronto com a polícia dos EUA nesta quarta-feira, 21, em Charlotte, na Carolina do Norte, após policiais matarem a tiros um mais um homem negro.

Cerca de 10 de policiais e diversos manifestantes sofreram ferimentos leves durante as manifestações, que ocorreram perto do lugar onde Keith Lamont Scott, de 43 anos, foi morto por um policial na tarde de terça-feira.

Pessoas carregavam cartazes que diziam: "Parem de nos matar", "sem justiça não há paz" e "as vidas dos negros também importam". O número de manifestantes feridos nos confrontos, que começaram ao entardecer e se prolongaram durante horas, é desconhecido.

Nesta madrugada, manifestantes bloquearam a rodovia interestadual 85, usaram caixas de papelão de caminhões e iniciaram incêndios. A polícia racista, como de uso, reprimiu com bombas de efeito moral para tentar dispersar o protesto.

A tensão em Charlotte começou quando os policiais mataram Scott no estacionamento de um edifício. Segundo os agentes, o homem estava armado e "representava uma ameaça de morte" para eles.

"O sujeito saiu do veículo com uma arma de fogo que representava uma ameaça de morte iminente para os agentes, que seguidamente dispararam suas armas", informou a polícia de Charlotte por meio de um comunicado.

Parentes de Scott negaram que ele estivesse armado e asseguraram que ele levava um livro que enquanto esperava seu filho retornar da escola.

A prefeita de Charlotte, a maior cidade da Carolina do Norte com mais de 825 mil habitantes, Jennifer Roberts, disse que a comunidade "merece respostas" e prometeu uma "investigação completa".

O caso ocorre em um momento de tensão racial, que cresceu nos últimos dois anos pela morte de dezenas de negros pelas mãos de policiais brancos, e dias depois que uma agente matou um afro-americano desarmado em Oklahoma.

Incrementa-se a tensão social com o racismo de estado, às portas das eleições presidenciais nos Estados Unidos. A campanha Black Lives Matter, contra a assassina polícia americana, começa a romper barreiras antes improváveis, e gerar protestos inclusive em atletas do esporte profissional do país.




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