Propaganda eleitoral racista da PM com vídeo de assassinato é suspensa pelo TSE

Jenifer Tristan

ABC Paulista

quinta-feira 6 de setembro| Edição do dia

Nesta última quarta (5) o TSE (Tribunal superior eleitoral) determinou que a candidata a deputada federal Kátia da Silva Satre pelo PR-SP retirasse sua propaganda eleitoral do ar. Ela é policial militar, moradora de Suzano, onde foi é conhecida por ter matado um assaltante em frente à escola de sua filha em maio deste ano.

A candidata decidiu por usar o fato de ter matado um homem negro para promover sua figura política, no vídeo acontece uma reprodução da cena de execução de um homem negro e uma dublagem com o que ela teria dito para ele além dos disparos de tiros.

Um absurdo com completo e expressa a naturalização do racismo em nossa sociedade, a polícia é inimiga da classe trabalhadora, está nas ruas para matar e dando a entender que essa a solução para a desigualdade social do país.

Nessas eleições manipuladas um candidato como Lula que está preso sem provas é impedido de concorrer às eleições e mesmo sendo vetada essa propaganda estava circulando tranquilamente em rede nacional.

Só foi vetada a propaganda porque o PSOL e o PCB entraram com um pedido de remoção na campanha e a corte acabou acatando o pedido de tão escandalosa e criminosa que é a propaganda, os partidos alegavam que a propaganda é contra os artigos 6,68 e 17 da lei eleitoral e principalmente porque ínsita a violência no horário em que crianças e jovens assistem a TV.

O Brasil é o país com uma das policias mais assassinas do mundo, foram 5.012 mortes cometidas por policiais na ativa em 2017, um aumento de 19% em relação a 2016. A medida repressiva dos governos só tem aumentado pós golpe, intervenção federal e o aumento expressivo no número de mortes pelas mãos da polícia.

A propaganda mostra que é impossível ter uma boa candidatada, pois resolve os problemas do país na base da bala e não em investimentos dos serviços públicos, em especial educação. Mesmo mostrando um assassinato a queima roupa a candidata não perde seu direito a candidatura, mas recebe apenas uma multa ou redução do tempo de TV caso insista em manter a propaganda.




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