JUSTIÇA PARA MARIELLE

Promotora do caso Marielle que negou relato de porteiro é fã de Bolsonaro e Rodrigo Amorim

Carmen Eliza Bastos do MP-RJ é uma das promotoras do caso Marielle Franco que negou a veracidade do relato de porteiro que ligou assassinos a Bolsonaro. Nas redes, ela se mostra uma bolsonarista fanática.

quinta-feira 31 de outubro| Edição do dia

No dia 1 de janeiro, dia da posse de Jair Bolsonaro como presidente, a promotora Carmen Eliza Bastos escrevia em suas redes sociais: “Há anos que não me sinto tão emocionada”.

A promotora bolsonarista foi uma das integrantes do Ministério Público do RJ a dar uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, 30, negando a versão do porteiro do condomínio onde residiam Bolsonaro e Élcio Queiroz que afirmava que o acusado pelo assassinato de Marielle teria interfonado à casa 58, residência da família Bolsonaro, no dia do crime.

Nas redes, Carmen Bastos também ostenta uma foto com Rodrigo Amorim, deputado estadual do PSL que ficou famoso por quebrar em ato público uma placa com o nome de Marielle Franco.

Em outra atuação política da promotora, ela foi fundadora do Movimento de Combate à Impunidade, um movimento de direita de membros do judiciário que tem pautas punitivistas como a proibição da liberação de acusados após a audiência de custódia (momento prévio ao julgamento que ocorre logo após a prisão).

A militância política de extrema-direita de uma das responsáveis por investigar o assassinato de Marielle é mais uma demonstração de que não podemos confiar nem por um segundo nesse Estado e nas suas instituições, defensores dos interesses de empresários, políticos corruptos e perpetuadores dos ataques contra os trabalhadores, como capaz ou interessado em qualquer tipo de investigação séria que possa levar à punição dos responsáveis pela morte de Marielle. É necessário ir às ruas e nos mobilizarmos para exigir a investigação, e que esta seja acompanhada e fiscalizada por uma comissão independente composta por reais interessados em que o crime seja desvendado, como defensores de direitos humanos, militantes de sindicatos e movimentos sociais.




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