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Marcelo Crivella

Crivella nega redução de danos no tratamento de usuários de drogas

Projeto para aplicar a política de redução de danos no tratamento de usuários de drogas é vetado pelo prefeito bispo, Marcelo Crivella.

quarta-feira 8 de novembro| Edição do dia

Projeto para aplicar a política de redução de danos no tratamento de usuários de drogas é vetado pelo prefeito bispo, Marcelo Crivella. O projeto busca que a Portaria do Ministério da Saúde de 2005 paute como a politica municipal na área de saúde atue, estabelecendo inclusive normas para a capacitação de profissionais da saúde.

O projeto é assinado por Paulo Pinheiro (PSOL), Renato Cinco (PSOL) e Carlos Eduardo (SD) ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro e irmão do atual responsável pela pasta, Marco Antonio de Mattos.

As concepções religiosas de Crivella influem em como o Bispo-Prefeito atua, a favor da criminalização do usuário de drogas e as incursões sangrentas da polícia nos morros e contra o que é o verdadeiro problema que as drogas representam: o da saúde pública e adequada para os usuários. Os verdadeiros traficantes não estão nos morros e o prefeito sabe disso, suas praticas racistas de ataque a cultura são reveladoras de sua posição, não diferente de como atua em favor da criminalização de usuários de drogas.

Certamente o prefeito e seu conservadorismo que nega a dignidade aos usuários de droga não deve concordar com diversos pontos do projeto de lei, como esse:

"Art. 2º A política de redução de danos e riscos destinada aos usuários de drogas consiste em:

I - respeito à autonomia do indivíduo sobre seu próprio corpo e destino, sendo vedado o constrangimento de cunho religioso, moral e ético;"

Ou essa passagem da portaria:

"Considerando a urgência de diminuir os índices da infecção dos vírus HIV e Hepatites B e C entre usuários de drogas injetáveis;
Disponibilização de insumos de proteção à saúde e de prevenção ao HIV/Aids e Hepatites."

Crivella já destilou seu ódio aos LGBTs, sem duvida não mexeria um dedo para tomar medidas em favor da saúde pública que atinge toda a população, mas que de forma preconceituosa são associadas majoritariamente aos LGBTs.

Desmascarar as praticas desse prefeito é uma obrigação, no marco de que seu discurso mata e discrimina os grupos socialmente excluídos.

O prefeito justificou seu veto afirmando de forma cínica que o projeto era "uma violação expressa a preceitos e princípios corolários da separação entre os Poderes".

Veja aqui o projeto na integra.




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