ESCOLA SEM PARTIDO

Projeto Escola sem Partido é arquivado pelo relator do projeto

Se propagou na internet que se trata de um "arquivamento definitivo", não podemos ser levianos com o projeto de Magno Malta (PR-ES) pois ele carrega em si o "ovo de uma serpente" totalitária que está longe de morrer.

sexta-feira 8 de dezembro de 2017| Edição do dia

A matéria estava na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) desta terça-feira (21), mas foi retirada a pedido do próprio autor, senador Magno Malta (PR-ES). Ele encaminhou requerimento à Mesa solicitando a retirada de tramitação em definitivo da proposta no Senado.

O projeto do "Escola sem Partido" ou "Escola com mordaça" vem causando um impacto muito grave entre educadores que passaram a ser assediados e perseguidos em seu local de trabalho. A criminalização dos professores é só uma das consequências desse nefasto projeto que pretende "tirar os partidos das escolas", mas na verdade quer um partido único, o deles.

Os autores do projeto se embasam em uma pesquisa realizada pelo Instituto CNT/Sensus em 2008, encomendada pela revista Veja. Segundo eles 3 mil pessoas foram ouvidas e para 78% deles a principal função da escola é "formar cidadãos", o que para Miguel Nagib, fundador do Escola sem Partido é uma evidencia da doutrinação.

A conclusão distorcida que leva a uma concepção totalitária de escola cria uma falsa dicotomia entre escola e partido, incriminando professores e a todos aqueles que se opuserem a seu ideal de educação. Levando em conta essa pequena história de como o projeto foi concebido já dá para perceber que o problema é mais de fundo do que um simples arquivamento. Para enterrar esse projeto por completo é necessário o embate com a direita e com os grandes empresários, beneficiários diretos e patrocinadores do Movimento Escola sem Partido.

Fonte da foto: PCB




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