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Programa Federal reduz cursos de formação para professores

quinta-feira 13 de outubro| Edição do dia

A redução chega a 78% no número de vagas ofertadas neste e no próximo ano, a Universidade Aberta do Brasil, é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação à distância. Prioritariamente, os professores que atuam na educação básica da rede pública são atendidos, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal.

O edital publicado em 2014, previa 250 mil vagas em todo país, mas diante dos congelamentos de verbas, ofertará um número bem menor de vagas, 55 mil. Diante de tantas restrições as universidades que fazem parte do programa não sabem se conseguirão preencher todas elas por causa destas restrições orçamentárias. A verba que o MEC disponibilizaria para a UAB neste ano é de R$376,2 milhões, entretanto apenas R$247,2 milhões foram liberados até o momento.

A presidente do Fórum dos Coordenadores da UAB, Nara Pimentel afirma que os cortes vem acontecendo desde 2012. O programa chegou a ter cerca de 300 mil alunos matriculados, e hoje contam com menos da metade, 130 mil.

É nítido que o programa não cresceu da forma que deveria, cortes absurdos ocorreram, o caso da Universidade Estadual de Londrina considerado grande centro de formação de professores, ofertou apenas 200 vagas esse ano, sendo que em 2014 contava com 1940 vagas, número bem expressivo de redução.

A Universidade Federal do ABC (UFABC) tem apenas um curso ofertado pelo sistema, com 180 alunos, a instituição aguarda liberação de recursos para aumentar suas demandas e ofertas de cursos.

Uma preocupação ainda maior é a elaboração de materiais didáticos que devido aos cortes financeiros também correm o risco de não serem produzidos, o que implicaria em cursos desatualizados e precarizados, e isso dificultaria a formação de professores para o cumprimento das metas prevista no Plano Nacional de Educação.
O programa tem um papel importante para o PNE, pois prevê que até em 2024, todos os professores da educação básica tenham cursado ensino superior, pois muitos ainda atuam apenas com o magistério.

O MEC justifica os cortes alegando que esses ajustes já estavam programados no programa da gestão anterior, e consideram que diante da situação econômica e fiscal do país o que se deve fazer é apenas garantir que as instituições funcionem.
Vivemos tempos sombrios na educação, onde a cada dia dificultam o acesso a cursos de formação com qualidade para os professores, e até mesmo uma formação continuada que atenda as necessidades da classe.

De fato, a intenção desse novo governo golpista está muito clara: precarizar em todos os sentidos a educação do Brasil, formando professores e alunos que atuem apenas para cumprir a lógica de exploração imposta pelo capitalismo.




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