Mundo Operário

Profissionais da educação no Rio irão paralisar dia 11 contra Temer e Pezão

Ronaldo Filho

Professor em greve do RJ

quarta-feira 9 de novembro| Edição do dia

No último sábado (05/11) o Sindicato dos profissionais da educação do Rio (SEPE) realizou mais uma assembleia geral da rede estadual, que contou com a participação de cerca de 300 pessoas, em meio a um cenário de ataques a manutenção do serviço público e a parca segurança social e econômica da população pobre.

Foi decidido sobre a realização de uma campanha nas ruas e pelas redes sociais para esclarecer a população tanto sobre a PEC 55 (antes, PEC 241) e o pacote de austeridade do governo PMDB estadual, com a preparação de materiais de divulgação e cartazes com a cara dos parlamentares apoiadores do "pacote de maldades". Também foi definido um calendário de mobilização que se inicia no dia:

•11/11, dia nacional de mobilização contra a PEC 241/55 com paralisação total da rede estadual e parcial da rede municipal do Rio. Também ocorrerá no SEPE durante todo o dia o seminário sobre gestão democrática que terá por objetivo instrumentalizar os professores que irão participar do processo de consulta para direção das 79 escolas ocupadas (número reconhecido pelo MP) no dia 14/12/2016;

•mais uma paralisação de 24hs no dia que irá começar as votações do pacote na ALERJ, que ainda não tem data definida, mas poderão entrar em pauta a partir do dia 16/11;

•no dia 19/11 terá nova assembleia que decidirá se haverá outra paralisação no dia 25/11, quando terá mais um ato contra os ataques do governo federal.

O que importa neste momento é a ampla mobilização dos servidores e principalmente da educação que após quase cinco meses em greve este ano, contará com a participação de vários setores do funcionalismo estadual e movimentos sociais se somando a luta. Até mesmo a segurança pública está em crise, pois como vimos no dia 08/11, "o cão mordeu a mão do dono". Mas não podemos nos iludir, pois a intenção era retirar o setor da segurança do pacote e depois disso sabemos bem quem eles voltarão a atacar. Por isso é preciso nos inspirar na luta da juventude que vem ocupando escolas e universidades em todo o país, mostrando o caminho para unificar trabalhadores e estudantes para derrotar Temer e Pezão.

Precisamos reagrupar a força da educação e se somar a resistência tanto contra o pacote de maldades e a PEC, ataques que tem como origem o PMDB. É fundamental que retornemos as ruas no dia 11 e as assembleias da categoria para juntos criarmos uma saída para crise e não pagarmos essa conta.




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