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Profissionais da educação do Rio de Janeiro fazem paralisação por 48 horas para impedir novo corte de salários

Ronaldo Filho

Professor em greve do RJ

terça-feira 9 de agosto| Edição do dia

Na última sexta-feira aconteceu a segunda assembleia dos profissionais da educação, após a suspensão da greve no dia 26/07, que decidiu por uma paralisação de 48 horas, 08 e 09/08 em resposta a contraproposta do governo que descumpre os acordos firmados anteriormente de garantir o recesso de Agosto e devolver os descontos salarias do mês de Junho.

Ao suspender à greve, a categoria decidiu que só haveria reposição quando os descontos ilegais nos salários dos grevistas fossem devolvidos, que fosse garantido um calendário único de reposição para escolas que foram ou não ocupadas, que não deveria haver reposição em agosto, em janeiro e aos sábados e a suspensão do calendário letivo e desvinculação do civil, o que na prática reiniciaria o ano letivo no fim do recesso de agosto.

Porém o governo criou um grande caos ao tentar transformar a reposição em punição aos grevistas. Alega que escolas ocupadas tiveram recesso em maio e por isso agosto será um mês letivo e as demais escolas deverão usar o recesso olímpico para reposição. A questão é que o recesso já começou para os estudantes e a maioria das escolas não tem condições de funcionar pela falta de funcionários e merenda. Ainda assim ameaça dar falta (código 30) para o trabalhador que não se apresentar para reposição já em agosto, mesmo com várias escolas já fechadas.

Sobre a devolução dos salários, diz que só tomará alguma atitude após a audiência do dissídio, que segue sem data. Querem que trabalhemos sem garantias se iremos receber, sem condições e sem os estudantes. Uma dupla punição para profissionais e estudantes por não se calarem diante do descaso com a educação pública no Rio de Janeiro.

Na próxima terça-feira dia 09/08, ocorrerá à segunda audiência com o governo, dessa vez pra tratar da regulamentação do processo de eleição para direção de escola, porém a categoria exigiu que o SEPE leve novamente para mesa a proposta de garantir o recesso em agosto sem descontos e o pagamento de Junho. É fundamental que os representantes da mesa de negociação sejam exijam o esclarecimento sobre as ameaças de descontos diante da impossibilidade de haver reposição no cenário atual das escolas.

É preciso também responder algumas afirmações mentirosas do jornal O Globo do dia 05/08. Afirma que acordamos com o governo o retorno à sala de aula mediante ressarcimento dos descontos que aconteceram pela greve ter sido julgada abusiva pela justiça. A verdade é que a categoria não acordou retorno em agosto e reposição só com devolução. Além disso, abusividade ou ilegalidade da greve é um processo que só pode ocorrer após o dissídio e isso tem sido usado pelo governo para não nos pagar. Desde o início da greve ha cinco meses, O Globo manipula as informações de nossas ações, tentando minar o apoio da população a nosso movimento e pratica uma sistemática defesa da privatização do ensino para se beneficiar através de da fundação Roberto Marinho. Abaixo essa mídia golpista e dia 08 e 09/8 vamos à luta novamente!




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