Educação

RIO GRANDE DO SUL

Professores relatam sua situação calamitosa no RS

sexta-feira 9 de março| Edição do dia

O Esquerda Diário conversou com professores que expressaram sua situação diante de mais um atraso salarial por parte do governo Sartori. Em Março, quem recebe mais de R$ 1200, só vai receber na metade do mês. Muitos relatam que se sentem desmoralizados diante da sociedade, não podendo pagar suas contas e assim, sendo vistos como caloteiros. Cartões bloqueados, juros de contas em atraso, dificuldade para se alimentar e até se deslocar até o trabalho. O verdadeiro caloteiro é o Estado que tira dos pobres para dar aos ricos literalmente. E preciso que os trabalhadores da educação, em sua imensa maioria mulheres, se levantem contra esses ataques de Sartori e superem a estratégia da direção sindical. É preciso tomar a luta e o sindicato nas próprias mãos, exigindo que cada direção de núcleo cumpra seu papel passando em todas as escolas para organizar a luta. Não se pode viver por procuração e acreditar que o voto basta para solucionar nossos problemas, é preciso ir a luta e exigir também da direção central do CPERS que saia do imobilismo.

Colocamos o Esquerda Diário à disposição da luta dos professores e funcionários de escola. Mande sua denúncia para nós para o email esquerdadiariors@gmail.com ou pela página do facebook.

"A situação é desesperadora. Porque o juros e os credores não querem saber da situação. Querem pagamento" - Lizzi Barbosa de Cidreira

"Eu não tenho vergonha de falar, e faço questão que todos saibam que estou 900 reais negativo no banrisul sem condições de pagar a pensão da minha filha e tendo que aceitar ajuda dos meus pais para abastecer o carro" - Diego Nunes, de Caxias do Sul

"Marido desempregado. No CPC. Conta da luz e água vencidos. Sem banricompras. Limite mais que estourado. Precisando ir ao médico pq, devido ao estresse estou cheia de feridas nos pés mas não tenho dinheiro pra consulta. É mole ou quer mais?" - Ana Cristini Christofari, de Porto Alegre

"O ano passado fizemos um grande movimento grevista. Mas em determinado ponto o mesmo ficou desorientado, faltou liderança da DC. Depois disso houve a desesperança e morremos na praia. O que ficou para muitos educadores foi um grande sentimento de abandono e desesperança. Desde do início foi clamado a união com outros funcionários públicos, e propaganda de mídia: não foi atendido. Enfim, é necessário antes de qualquer coisa uma reorganização do sindicato. E quanto a nós, sempre os mesmos soldados.: estamos machucados" - Kaise Ribeiro de Porto Alegre

"Situação é essa e com previsão de R$ 1.342,00 à receber sabe-se lá quando. E o leite das crianças? E meu transporte até o local de trabalho? 😥 Agente educacional - Interação com o educando, leia-se "Explorado pelo Gringo" - Cleber Concórdias Pimentel de Passo Fundo

"Não tem mais saída pra nós educadores, agora temos que pagar pro banco pra receber nosso salário, pra ver se respiramos alguns dias antes de voltar a afundar novamente. Cada ida ao mercado mostra o quanto estamos a mercê desse governo que cisma em congelar salários e terminar com a educação pública." - Fernanda Pinto de Sananduva

"Limite estourado e juros acima de 300.. .dois empréstimos. .....fiz a greve até o final e espero a retomada dela, visto que foi suspensa para os não grevistas tirarem férias!" - José de Almeida de Palmeira das Missões

"Cancelei o cartão de crédito. Faço o tal adiantamento de salário. Irritada c o antendente que disse que mesmo mudando o governo vai continuar a situação do parcelamento. Que a culpa ê da economia..aff." - Fabiana Stenger, de Taquari

"Não recebi e mês após mês não saio mais do negativo pq ninguém perdoa juros e multas. Cada mês o problema fica maior!" Karla Witzke Porath, de Três de Maio

"Fui obrigada a cancelar o cartão de crédito por causa da data de vencimento que sempre foi todo dia 2 pq por se tratar de cartão de crédito do servidor cuja data não tinha como mudar a data no sistema. Pedi outro cartão justamente para não pagar juros e agora serei obrigada a pegar um adiantamento de salário para pagar minhas contas e pagar juros por isso ao Banrisul. Ninguém merece..." - Manoela Almeida, de Caxias do Sul

"Isto não é situação é humilhação! Todas as contas....taxas e juros descontados. Uma conta descontada do nadaaaaaa!" - Liliam Dilli, de Pelotas

"Também não recebi, não paguei meu aluguel, nem demais contas, não vou ficar todo mês adiantando salário. Governo tirou a nossa dignidade, pois antes tínhamos credito por ser prof. e garantia de pagamento, agora não temos mais garantia. Uma vergonha." - Juliana Vinskoski de Imbé




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