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Professores enfrentam caos para conseguir nota

Essa semana iniciou o processo de atribuição de aulas na rede pública estadual de São Paulo. Hoje, dia 27, a situação encontra-se caótica para os categoria O - professores temporários, categoria F – professores estáveis e também para os professores que já foram convocados pelo concurso e por conta da burocracia imposta aos ingressantes ainda não tomaram posse de suas aulas.

Grazieli Rodrigues

Professora da rede municipal de São Paulo

sexta-feira 27 de janeiro de 2017| Edição do dia

Essa semana iniciou o processo de atribuição de aulas na rede pública estadual de São Paulo. Hoje, dia 27, a situação encontra-se caótica para os categoria O - professores temporários, categoria F – professores estáveis e também para os professores que já foram convocados pelo concurso e por conta da burocracia imposta aos ingressantes ainda não tomaram posse de suas aulas.

Correspondentes do Esquerda Diário acompanharam a atribuição nas duas Diretorias de Ensino em Campinas, Leste e Oeste. E com centenas de professores, a situação é desesperadora. Com o novo decreto que impõe uma jornada mínima de 19 aulas com a atribuição compulsória, criando situações em que os professores tenham que assumir aulas em várias escolas, independente da região ou da distância. Isso resulta em condições ainda mais precárias de trabalho, onde o professor será obrigado a deslocar-se de uma escola para outra com grandes distâncias, dependendo muitas vezes do transporte público, caro e precarizado.

Na atribuição, vários professores relataram que havia um assédio muito grande, uma verdadeira pressão psicológica para obriga-los a assumir as aulas, caso contrário, o professor teria o contrato encerrado e entraria em “duzentena”, sendo impedido de dar aula por 200 dias. Alguns professores ainda alegaram que preferiam que o saldo de aulas esgotasse antes que fossem obrigados a atribuir aulas em escolas com distâncias absurdas de suas casas ou em mais de duas escolas.

Além disso, nas duas diretorias as aulas de disciplinas como Matemática, Arte, Educação Física e Português e Inglês se esgotaram ainda na atribuição da categoria F, portanto não havia saldo suficiente de aulas para muitos professores categoria O que seguem sem garantia de trabalho.

De acordo com a diretoria de Ensino Campinas Oeste haverá nova atribuição no dia 06 de fevereiro e todos os que não conseguiram aulas hoje são obrigados a comparecer.

Grazieli Rodrigues, professora da rede estadual fala ao Esquerda Diário sobre o processo de atribuição de aulas em Campinas. Veja o vídeo abaixo:

Obs: Título foi alterado após sugestão de leitores




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