GREVE PROFESSORES MUNICIPAIS SP

Professores exigem ao SINPEEM um “Dia D”: unificar a luta contra o Sampaprev e parar São Paulo

A greve de professores e servidores do município de São Paulo caminha para um momento decisivo na próxima semana. Os professores dão exemplo de como tomar em suas mãos as decisões de quais devem ser os próximos passos do conflito, que cada vez mais enfraquece o Doria e pode impor a derrubada do Sampaprev.

sábado 24 de março| Edição do dia

Nessa sexta-feira, 23, houve uma reunião com amplo chamado aos comandos de greve que reuniu professores de várias regiões da capital dispostos a tomar em suas mãos os rumos desta importante batalha. Esta reunião afinou uma proposta para intervir no ato da categoria onde estavam presentes milhares de professores municipais e trabalhadores da educação para exigir que hajam iniciativas coordenadas e unificadas para dar um golpe decisivo em Doria e seu projeto num "Dia D".

Nós sabemos que Doria não cede com facilidade. Sabemos que ele, o PSDB e os golpistas tem um projeto de educação que é intransigente e querem despejar sobre as nossas costas os custos da crise econômica. Temos que ter a mesma intransigência dos golpistas e impor a eles a derrubada do Sampaprev, mostrando que quem é irredutível e não abre mãos dos nossos direitos somos nós. E foi nesse espírito que os professores se reuniram e, ao invés de deixar todas as decisões políticas da greve nas mãos do presidente do Sinpeem e contraditoriamente vereador do PPS, Claudio Fonseca, os professores entraram numa disputa do microfone e, muito além disso, numa disputa dos rumos da greve.


Professores insistindo para poder fazer a fala no caminhão de som.

Fala da professora Jéssica, do movimento Nossa Classe Educação, exigindo a construção de um dia D.

Fala do professor Fábio, do movimento Nossa Classe Educação, também exigindo a construção de um dia D.

Mais decisivo do que realizar várias iniciativas espalhadas pela cidade, como vem acontecendo de maneira isolada nas regiões, ou ainda - como propõe Claudio - vários atos semanais que acabam por desgastar a categoria e ainda dar um tempo para que Doria se reorganize, os professores defenderam a necessidade de um “dia D”, um dia chave para a greve, em que tenhamos ações coordenadas de todos os professores e também de todos os servidores públicos municipais potencializando as ações que já acontecem mas com todo funcionalismo. É preciso unificar todas as forças para golpear o inimigo com um só punho, impondo a derrota deste projeto que quer rifar nossa aposentadoria. E foi com essa política que os professores exigiram do sindicato que pudessem subir no caminhão de som e expor pra toda categoria essa proposta que foi muito bem recebida.

Este foi um exemplo em pequena escala do que devem fazer os professores e os servidores municipais. Não podemos deixar os rumos da greve somente nas mãos das direções dos sindicatos e de Claudio, que é base aliada de Doria na Câmara e sabemos que se precisar negociará mesmo que a revelia dos professores os rumos da greve. Façamos com que cada professor, cada escola e cada região possam pensar política e que tenham no sindicato espaço para propor ações para derrubar o Sampaprev, é preciso que a voz dos professores se expresse, isso é democracia de base.
A reunião do comando convocada pelo sindicato pra segunda-feira, 26, deve ser um espaço deliberativo, com professores do maior número de escolas e regiões possível, para que possam se expressar democraticamente, inclusive que votando uma comissão eleita para a reunião chamada pelo prefeito às 16h com os dirigentes sindicais, para impor que não saiamos desta greve com absolutamente nada a menos do que a derrubada completa do Sampaprev!

É possível fazer o Doria se curvar e enterrar de uma vez por todas o Sampaprev.
Não tem arrego, vamos pra cima!




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