Educação

GREVE DE PROFESSORES

Professores estaduais do Amazonas param 25 cidades ao deflagrar greve

terça-feira 27 de março| Edição do dia

FOTO: Pablo Trindade

Depois de assembleia do Sindicatos dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam), a categoria, que já vinha paralisando suas atividades desde o dia 22 de março ao se organizar pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos do Ensino Público da Educação Básica do Município de Manaus (Asprom Sindical), em mais de 40 cidades, está em greve.

A reivindicação dos professores é de 30% da reposição salarial e mais 5% de aumento real, além do pagamento de vale alimentação e o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), segundo o portal de notícias G1.

A combatividade dos professores é tanta que, mesmo após a desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura determinar a suspensão da greve, os professores já param 25 cidades do estado, após a assembleia de ontem (26). A desembargadora emitiu uma liminar alegando que a Asprom é ilegítima, porque representa os trabalhadores da rede municipal, e não os professores estaduais, sem considerar que a categoria segue suas mobilizações de forma ampla e massiva com as paralisações desde o dia 22. Além disso, Maria do Perpétuo Socorro afirma que a greve foi votada "no meio de franca negociação em andamento e verifica que a greve causa prejuízo na prestação de serviço essencial". A decisão atende ação civil pública proposta pelo Governo do Estado.

De fato, nem Justiça, nem governo conseguem parar os professores no Brasil. Total apoio aos professores estaduais do Amazonas, que suas reivindicações sejam conquistadas pelas lutas, até porque já vemos a força da categoria através da greve de professores municipais de SP, que lutam bravamente contra a Reforma da Previdência de Dória.




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