PROFESSORES RIO GRANDE DO SUL

Professores em greve de Julio de Castilhos fazem piquetes e publicam carta aberta à comunidade

A greve dos professores do Rio Grande do Sul contra Sartori segue forte, e no interior do estado, os trabalhadores em educação buscam apoio da comunidade para pressionar Sartori. Veja a carta aberta dos professores em greve de Julio de Castilhos contra os parcelamentos e os ataques do governo.

quarta-feira 27 de setembro| Edição do dia

“Nós, Servidores Públicos, manifestamos publicamente nosso posicionamento em relação à greve em prol da Educação de Qualidade.

Como já é sabido de todos, estamos com nossos salários parcelados há 21 meses e, infelizmente, percebe-se que a cada mês aumenta o número de parcelas e diminui o valor das mesmas. Esse fato tem gerado angústia e uma grande insegurança nos Servidores, que têm dificuldade em honrar seus compromissos financeiros e, até garantir a sua sobrevivência de sua família.

Como fato agravante, citando ainda, que não tivemos nenhuma reposição da inflação, ou seja, nos últimos três anos nossos salários tiveram uma perda de valor aquisitivo de mais de 20%. Além disso, existe a perspectiva de que o congelamento salarial persista por mais três anos.

Outro sim, reforçamos que o parcelamento de vencimentos tem sido uma constante prática adotada pelo Governo Sartori, pois o 13º salário de 2016 está sendo pago em 12 parcelas mensais, fato que é inconstitucional e fere o Artigo 35 da Constituição Estadual.

A principal função do servidor público é atender bem a sua comunidade e trabalhar para que as políticas públicas cheguem aos cidadãos e cidadãs.
Como em qualquer outro setor, para melhorar a qualidade dos servidores público, os servidores precisam receber um salário digno e ter à sua disposição equipamentos que necessitam.

Não é privatizando empresas públicas nem penalizando servidores ou congelando salários que será possível resolver os problemas financeiros do Estado.

Salientamos ainda, que o governo atual propõe uma série de alterações no currículo escolar, onde deve-se trabalhar a cidadania, o protagonismo dos educandos e a luta por direitos. Entretanto, o próprio governo age de maneira arbitrária e vaga, não apresenta propostas claras e objetivas para os graves problemas que o Estado enfrenta.

Por isso, lutamos para que o governo adote medidas que resgatem e garantam a dignidade do Servidor Público para que ele desempenhe a sua função garantindo qualidade na prestação de serviços.

Atenciosamente,
Servidores Públicos Estaduais de Júlio de Castilhos."

Pode te interessar: Sartori, cadê o dinheiro dos servidores?

Os professores seguem dialogando com a comunidade. A greve segue forte pelo fim do parcelamento e retirada das PECs e PLs., destacam os professores da cidade de Júlio de Castihlos que estão, em sua grande maioria, participando da greve.

Veja mais: Transformar a greve dos professores do RS em uma grande causa popular




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