Educação

ADIAMENTO DO ENEM

Professores e professoras exigem junto aos estudantes o adiamento do Enem

Exatamente há um ano os estudantes estavam tomando as ruas de todo o país em atos contra os cortes na Educação que Bolsonaro e Weintraub promoviam. Naquela época, os trabalhadores da educação estiveram junto aos estudantes fortalecendo essa luta. Hoje queremos chamar as professoras e professores a se juntar novamente aos estudantes nesse Dia Nacional pelo Adiamento do ENEM, pois sabemos da necessidade de juntar nossas forças não apenas contra o ENEM mas contra Bolsonaro, Mourão e os governadores e prefeitos que implementam o excludente projeto da EAD.

sexta-feira 15 de maio| Edição do dia

Há um ano atrás os estudantes estavam tomando as ruas de todo o pais em atos contra os cortes na Educação que Bolsonaro e Weintraub, seu já ministro da educação, promoviam de acordo com sua política de sucateamento e privatização da educação pública no pais. Naquela época, os trabalhadores da educação estiveram junto aos estudantes fortalecendo essa luta. Nós do Movimento Nossa Classe batalhamos muito pela necessidade de unificação das lutas da juventude contra os ataques à educação junto com a luta contra a Reforma da Previdência em curso naquele momento. Nesta sexta-feira, 15 de Maio, a UNE e outras entidades estudantis estão chamando um Dia Nacional pelo Adiamento do ENEM que esse governo mantém.

Em meio a pandemia da Covid-19 que já ceifou mais de 14 mil pessoas no Brasil Weintraub e Bolsonaro reafirmam sua política negacionista genocida mantendo a realização do ENEM, mesmo com as escolas fechadas, e ainda lançaram a campanha ENEM 2020: o Brasil não pode parar, como se a vida seguisse normal em meio a pandemia. A realização do ENEM nas atuais condições é a realização do sonho das elites e do atual MEC de ter as universidades públicas sem os alunos das escolas públicas. Weintraub chegou a afirmar que o “objetivo do Enem é selecionar as pessoas mais qualificadas e mais inteligentes” e que a doença atinge a todos por igual, logo está justificado a manutenção do ENEM. Bolsonaro e seu ministro fingem não saber da realidade da maior parte dos estudantes da educação básica no país que estão nas escolas públicas. Mas nós, como professores, sabemos que nesse momento eles e suas famílias enfrentam um cotidiano terrível para sobreviver a pandemia e simplesmente não possuem condições materiais para se preparar para o ENEM.

Embora alguns governadores e prefeitos pelo país se contraponham a Bolsonaro e defendam o adiamento do ENEM, como Doria e Covas, no Estado e na cidade de São Paulo, seguem defendendo e implementando um projeto de educação completamente excludente que é a Educação à Distância (EAD). Nós como professores também sabemos o quão falacioso esse projeto é que só tem servido para ampliar as desigualdades entre os jovens do país e ampliar a exploração dos professores e o grau de controle sobre seu trabalho. Só para termos uma ideia do quão excludente é o EAD no estado mais rico do país, o Centro de Mídias (aplicativo criado pela Secretaria de Educação para o Ensino a Distância) não chegou nem a metade dos estudantes (47% dos estudantes acessaram o app em algum momento). Da totalidade de estudantes da rede estadual paulista (3,5 milhões) apenas 30% retiraram o material impresso de apoio nas unidades escolares.

Há um ano dos grandes atos que tomaram as ruas pelo pais queremos chamar as professoras e professores a se juntar novamente aos estudantes nesse Dia Nacional pelo Adiamento do ENEM, pois sabemos da necessidade de juntar nossas forças não apenas contra o ENEM mas contra Bolsonaro e Mourão, mas sem termos a ilusão em outras alas do regime político nacional, como os governadores que promovem o excludente EAD.

Essa unidade entre trabalhadores e estudantes seguindo mobilizados, não apenas nesse dia de luta, é ainda mais necessária frente ao imobilismo dos sindicatos e centrais. Como a direção da APEOESP que segue sem organizar qualquer resistência real de professores e educadores ao EAD, ao salário para os professores eventuais ou mesmo agora que o governo emitiu uma resolução que permite que funcionários administrativos e do apoio voltem às escolas para trabalhar sem haver a menor necessidade real desse trabalho. E o que dizer da direção do SINPEEM que, em meio a essa pandemia e os ataques que os professores municipais de São Paulo também estão sofrendo, vai manter as eleições para direção.

Hoje participe da campanha de fotos que o Movimento Nossa Classe e os Comitês do Esquerda Diário estão promovendo mandando uma foto com um cartaz com os dizeres #AdiaENEM e #ForaBolsonaroeMourão. E logo, mais às 18h participe do Twittaço #AdiaENEM e #ForaBolsonaroeMourão.




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