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Professores e estudantes da Unimep mantém greve há 10 dias em defesa da qualidade de ensino

Reproduzimos comunicado da Comissão de greve dos professores e estudantes da UNIMEP (Campus Piracicaba, interior de SP) do qual seguem em greve há 10 dias pela qualidade de ensino.

sexta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Professores e funcionários da Unimep rejeitaram na última segunda-feira (14), por unanimidade, a proposta apresentada pela Rede Metodista de Educação para a superação da crise na universidade. Os presentes também decidiram, em assembleia que lotou o Teatro Unimep e contou com expressiva presença dos alunos, manter, por tempo indeterminado, a greve deflagrada no dia 8 de agosto e ampliar a mobilização e ocupação dos campi da Unimep.

Os professores, funcionários e alunos da universidade estão mobilizados em defesa da autonomia universitária e reivindicam a retomada da capacidade de gestão pedagógica, administrativa e financeira na universidade. O movimento, iniciado na instituição no início deste segundo semestre, pede o fim da atuação intervencionista da Rede Metodista de Educação na universidade e apresenta como uma de suas exigências a interrupção da implantação do sistema TOTVS, que praticamente inviabilizou o início das aulas na universidade no atual semestre letivo, provocando graves prejuízos principalmente aos estudantes.


Após a realização de dois foros de conciliação em São Paulo, com a presença de representantes da Rede e de professores, funcionários e alunos, o diretor geral do IEP, Robson Ramos de Aguiar encaminhou na segunda-feira, via e-mail, nova proposta à comunidade interna. O texto, entretanto, foi avaliado como insuficiente para por fim à greve, por não atender minimamente as reivindicações apresentadas. A proposta não avança em relação à primeira apresentada, tendo como premissa a promessa de instalar “foros de diálogo” para tratar os assuntos que motivam a paralisação.

Além das questões ligadas à autonomia universitária, os professores e funcionários reivindicam a celebração de acordos coletivos de trabalho internos na instituição, como sempre ocorreu, a fim de consagrar direitos trabalhistas e avançar em relação a conquistas já estabelecidas em convenções coletivas mais amplas. Exigem também o cumprimento daa convenções vigentes, com o fim dos atrasos de pagamentos de salários e a regularização de recolhimento de FGTS, entre outras medidas.

Os participantes da assembleia também rechaçaram o que foi visto como “ameaça velada” constante do documento enviado pelo diretor geral do IEP, que menciona a existência no país de um quadro de crise econômica e elevados índices de desemprego. Da mesma forma, consideraram inadmissíveis as informações constantes de um anexo à proposta, que apresenta diagnóstico da implantação do novo sistema operacional e prazos para a normalização do acesso às informações acadêmicas, administrativas e financeiras da instituição.

A assembleia também aprovou um conjunto de medidas que visam a intensificar a mobilização e ocupação dos campi da Unimep, inclusive com a recomendação de que professores e funcionários se somem aos estudantes neste processo. Também indicaram a importância da manutenção de aulas públicas, exibição de filmes e outras atividades que fortaleçam a reflexão sobre o significado mais amplo da luta pela autonomia que se desenvolve neste momento na instituição.

Comunicação Greve Unimep

Fonte: https://medium.com/@unimepnaluta

Fotos de Alexandre Bragion, Yone Moreno e Renato Petean




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