Mundo Operário

Professores do ANDES-SN deliberam greve por tempo indeterminado

quarta-feira 23 de novembro| Edição do dia

Numa reunião conjunta dos docentes dos setores das Instituições Federais de Ensino (Ifes) e das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes), filiados ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN, realizada nos dias 19 e 20 de novembro se deliberou encaminhar as assembleias de cada sessão sindical,a se realizar em cada local de trabalho até quinta-feira 24 deste mês, a deflagração da greve por tempo indeterminado a partir do mesmo dia 24/11.

O objetivo é fortalecer a mobilização e a luta contra os ataques do governo golpista institucional de Temer contra os trabalhadores, centralmente neste momento, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016 e contra a Medida Provisória (MP) 746/2016 de contrarreforma do ensino médio. Neste jornal já realizamos uma análise das falácias desta PEC.

De acordo com informações do próprio sindicato participaram da reunião 41 sessões sindicais federais e estaduais e esta será a primeira greve unificada de docentes federais e estaduais do sindicato desde o ano 2003 em que o governo Lula aprovou a Reforma da Previdência.

A greve se inicia forte já que até o momento da reunião existiam 25 instituições em greve e outras 15 sessões sindicais já haviam aprovado o indicativo de greve e no transcurso dessa semana o número continua crescendo como exemplos podemos mencionar que os docentes da Universidade Federal do Estado de Rio de Janeiro (UNIRIO), os da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e os do campus de Cajazeiras da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) já aprovaram a deflagração entre outras.

No mesmo dia 24 de novembro se instalará o Comando Nacional de Greve (CNG) em Brasília (DF) integrado por um representante de cada comando local de sessão sindical em greve. O CNG será quem vai dirigir a greve em termos nacionais enquanto os Comandos Locais de Greve (CLG) dirigirão a greve em cada sessão sindical. A greve já tem um caráter nacional, mas cada sessão sindical em assembleia delibera de forma autônoma participar ou não de sua construção.

Esta greve não pode ser uma greve corporativa, o objetivo é no marco da luta contra a PEC e a MP contribuir desde uma greve de fato da educação articulando a greve de ANDES-SN com as do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE), Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil (FASUBRA Sindical) e as ocupações estudantis que acontecem em todo o país, com a construção da greve geral o único caminho para barrar estas medidas.

Para isso é preciso massificar as ocupações que vem acontecendo nas escolas secundaristas, universidades e institutos federais, coordenar essas lutas e que esta força da juventude sirva junto com uma poderosa greve da educação para impulsionar uma greve geral dos trabalhadores com seus métodos de luta. Neste sentido é importante fortalecer as greves. mobilizações e lutas do dia 25 de novembro.

Desde Esquerda Diário sabemos que uma greve geral é uma questão qualitativa, não uma somatória de greves parciais, para que isto aconteça é preciso exigir que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central d@sTrabalhador@s Brasileiros (CTB)acabem com sua paralisia criminosa, com dias de paralisação isolados e que convoquem a assembleias de base para construir a greve geral e que os próprios trabalhadores deliberem democraticamente sobre as melhores formas para enfrentar os ataques tanto do governo golpista institucional como dos demais poderes da república burguesa, o legislativo e o judiciário.




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