Educação

Greve

Professores de escola particular aprovam indicativo de greve

Com a sede do SINPRO lotada no último sábado dia 10, professores de escola particular aprovam agenda de mobilização frente aos ataques propostos pelo sindicato patronal, SIEEESP, à convenção coletiva cuja vigência se encerra no dia 28 de março de 2018.

quarta-feira 14 de março| Edição do dia

É importante mencionar que antes da aprovação da Reforma Trabalhista a convenção coletiva da categoria era sempre aprovada quase que de maneira "automática", e agora no entanto, os empresários do ramo educacional se apoiam nessa reforma reacionária para atacar os direitos conquistados desse setor. A categoria vem sofrendo diversos ataques desde o ano passado, como demissões em massa e atrasos nos pagamentos dos salários e direitos, e agora tem sofrido coação por parte das chefias para que assinem um documento abrindo mão da representação sindical.

Entre as propostas da SIEEESP se destacam principalmente: a perda da isonomia salarial, retirada de auxílio para professores que trabalham na mesma instituição em mais de um município, redução da bolsa de estudos para apenas um filho (a), redução do seguro de vida para 12 meses, fim da semestralidade, liberdade para flexibilizar a jornada de professor mensalista, parcelamento de férias, diminuição do recesso para 20 dias, implementação de banco de horas entre outras.

Em resposta ao pacote de maldades proposto pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo, os professores em assembleia aprovaram uma agenda de mobilização que inclui ato nessa quinta-feira dia 15/03 em frente à sede do sindicato patronal na Rua Benedito Fernandes, 107 às 13 horas. Além disso, os professores irão se vestir de preto nos dias de negociação salarial (às terças-feiras) e está aprovado o estado de greve.

Se por um lado é fundamental que a categoria siga resistindo aos ataques e defenda seu sindicato contra os patrões da educação, por outro é extremamente importante que se apoie nas suas próprias forças com o exemplo da histórica mobilização que fez ano passado na greve geral do 28A, organizando pela base assembleias e reuniões por local de trabalho em que os trabalhadores tenham voz e, a partir da sua organização democrática, retomar o sindicato como uma ferramenta de luta dos trabalhadores, pois só com mobilização e com um sindicato verdadeiramente combativo que esses ataques poderão ser barrados. Os professores se reunirão novamente em assembleia no sábado dia 17 às 9:00 na sede do SINPRO para dar continuidade à agenda de mobilização proposta.




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