Educação

PROFESSORES SP

Professores de SP são obrigados a trabalhar em até 6 escolas diferentes para manter seu sustento

A atribuição de aulas dos professores da rede estadual de São Paulo não podia começar mais precarizante para a categoria. O fechamento constante de salas de aula por parte do governo Alckmin, desde 2015, vem gerando uma situação onde as turmas para atribuição estão desaparecendo, junto com o emprego e o sustento de milhares de professores.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

terça-feira 30 de janeiro| Edição do dia

Às escondidas, após ter sido derrotado pela luta contra o fechamento de escolas, protagonizada pelas ocupações secundaristas nas escolas de todo estado de SP (e do país), Alckmin implementou o fechamento de diversas salas de aula, alegando "baixa demanda".

Neste ano, a caótica atribuição de aulas demonstrou a que levaria essa política. A situação de subemprego de diversos contratos para os não efetivos é dramática, de modo que uma parcela poderá trabalhar no máximo 9hrs por dia, recebendo apenas por isso. Ou ainda, quando conseguem atribuir suas 20h, muitos professores estão tendo que quase pagar para trabalhar, tendo que se deslocar algumas vezes entre 6 escolas, em um ano onde o transporte público acumula aumentos consecutivos e corrói os salários.

Aulas iniciarão em São Paulo com professores estáveis em subempregos

Enfrentam filas enormes, de horas esperando alguma vaga remanescente dos efetivos, como um "step" mal remunerado do Estado, que tem que cobrir aulas em diversas escolas. Uma forma de dividir a categoria e evitar a criação de concursos para que esses professores possam se efetivar.

Uma situação que aflige a própria vida desses professores, que não tem certeza se terão emprego ou recursos para ir ao trabalho, e se alimentar que seja, ou se terão que encontrar outras formas de remuneração.

É necessária a luta imediata dos professores, alunos e toda população pela reabertura das salas de aulas fechadas para que nenhum professor fique subempregado e nenhum aluno em péssimas condições de aprendizagem! Que a Apeoesp organize um ato massivo na da Secretaria de Educação contra o fechamento das salas nesta sexta!

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