Política

CAMPANHA NAS ESCOLAS

Professores da ZO de SP reivindicam: "Apeoesp não mobiliza; façamos comitês das escolas"

A campanha “Tomar a greve geral em nossas mãos” está chegando em muitos trabalhadores de várias categorias, e chegou também aos professores da zona oeste de São Paulo.

segunda-feira 26 de junho| Edição do dia

Cartazes nas ruas e nas salas de professores chamaram a atenção deste setor tão importante da classe trabalhadora. “Por que ninguém mais está falando desta greve geral?” e “Por que nesta data em que não podemos efetivamente parar as escolas?”: foram os questionamentos mais ouvidos por nós do Esquerda Diário e do Professores pela Base.

Professores e funcionários das escolas receberam a ideia da campanha com muito entusiasmo e ao mesmo tempo muita indignação pelo fato de a Apeoesp não estar efetivamente construindo a greve geral. Estes trabalhadores, que foram a linha de frente da luta contra o governo golpista de Temer e suas nefastas reformas nos dias 15 de março e 28 de abril, estamos sendo alvos de uma tentativa constante das maiores centrais sindicais de sumariamente nos excluírem das mobilizações.

No dia 15 de março, a Apeoesp manobrou a assembleia dos professores do estado de São Paulo para votar contra a entrada imediata em greve junto com a prefeitura de São Paulo contra a vontade da maioria, tentando assim arrefecer a sede de luta dos professores; não conseguiram parar nossa força. No dia 28 de abril, não convocou sequer uma assembleia ou ato que organizasse os professores para estarmos na maior greve geral dos últimos tempos; mesmo assim, os professores pararam em massa as escolas. No dia 24 de maio, na marcha a Brasília, conflitaram a data com as eleições sindicais para tirar o foco da organização para a ida ao Planalto. E agora, propõem uma greve geral quando a maior parte do professorado do país estará já no – tão merecido – período de férias, para novamente nos deixar sem ação – além de novamente não debater a entrada na greve em lugar algum, não organizar reuniões de Representantes de Escola e nem assembleia.

Os professores da rede estadual nas passagens às escolas concordaram que, mesmo assim, a luta também é nossa e que precisamos mais do que nunca fortalecer a greve geral; barrar a reforma da previdência e a trabalhista de uma vez por todas é a tarefa número um. E que não será a política desmobilizadora da Apeoesp que irá nos parar. Assim, a primeira medida que estamos tomando, a partir da proposta do Professores pela Base, é organizar os comitês das escolas da ZO para debater os rumos da luta e nossa participação na greve geral do dia 30. Em debate nas escolas, os professores apontaram as datas de 27 e 28 de junho às 18h30 para as nossas reuniões. Nestas, a vontade de debater sobre as saídas pra crise nacional terão também muita importância, o que mostra a vontade dos trabalhadores de discutir os rumos do país, dentre todas as propostas que existem: eleições indiretas (dos reacionários do Congresso Nacional), diretas já, anulação do impeachment, Assembleia Constituinte Livre e Soberana.

Por isso, em todas as escolas se ouviu que temos que tomar a greve geral e a luta nas nossas mãos. E os professores são parte fundamental e ativa para a luta avançar!




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