Professores com ensino superior recebem 30% menos que profissionais de outros ramos

Segundo estudo do Movimento Todos Pela Educação, professores com diplomas de ensino superior recebem menos do que profissionais de outras áreas e ramos, chegando a diferenças de 30% em seus salários. O cenário mostrado pelo estudo mostra o cenário da educação no Brasil pela ótica da desvalorização dos professores e de seu trabalho em sala de aula.

segunda-feira 1º de julho| Edição do dia

Um estudo feito pelo Movimento Todos Pela Educação constatou a dramática situação dos profissionais da educação básica, com salários de professoras e professores totalmente desvalorizados em relação a outros profissionais de outras áreas com o mesmo nível de formação. Professores com ensino superior recebem 30% a menos que profissionais de outras áreas, segundo o estudo.

Não é à toa que no essa notícia ocorre nesse momento, onde a educação está sendo duramente atacada pelo governo Bosolnaro. Nos primeiros seis meses de Bosonaro no Planalto, o governo despejou um ataque em cima do outro na educação, sendo o mais emblemático dele os cortes do MEC ( Ministério da Educação) de 30% que atingingem principalmente as universidades federais do Brasil (institutos que mais produzem pesquisas no país). Além disso, o MEC, dirigido hoje por Weitraub, olavista de plantão, também cortou verbas do ensino básico, contradizendo o discurso de campanha de Bolsonaro, que iria tirar das universidades para investir na educação básica, mostrando que na verdade vai passar a tesoura por cima de tudo e todos. O governo vem com a linha de atacar o ensino superior e básico com o projeto "Escola Sem Partido", que tem o plano de acabar com o amplo espaço de debates de ideias e discussões que as universidades e escolas promovem para seus alunos, atacar debates sobre sexualidade e gênero nas escolas, e fortalecer o combate ao “marxismo cultural” nas escolas.

Nesse marco os professores ficam ainda mais desvalorizados, afinal, para o atual governo, o professor é tratado como inimigo. A real intenção de Bolsonaro e dessa extrema direita é conseguir derrotar os professores, pois sabem que essa categoria, em todo o Brasil, quando organizada pela base, consegue fazer grandes lutas e derrotar as propostas reacionárias e de desmonte da educação pública, como demonstraram em 2018 as professoras em SP na luta contra o SAMPAPREV, e também professores e professoras da rede pública de MG.

Com a atual proposta do governo de reforma da previdência, que quer que os trabalhadores paguem pela crise que os capitalistas criaram, nos fazendo trabalhar até morrer e precarizando todos os postos de trabalho, os profissionais da educação, que já estão sentindo na pele os descasos e ataques a educação, com essa nefasta reforma vão sofrer ainda mais restrições com salários e direitos, e ainda não conseguirão se aposentar.

Sem contar que grandes monopólios da educação, como a Kroton-Anhanguera que administra a maioria dos institutos privados de educação superior (sendo 78% dos institutos de educação superior privados no Brasil ). Esse gigantesco monopólio (o maior do mundo, vale dizer) vem como uma grande empresa neoliberal que visa ter muito lucro com a educação no Brasil, precarizando ainda mais as condições do ensino, fortalecendo o EAD (Ensino a Distância), demitindo professores, e assim ajudando o governo a precarizar os posto de trabalho na área educacional.

VEJA MAIS EM : http://www.esquerdadiario.com.br/Entenda-como-os-monopolios-da-educacao-privada-estao-destruindo-o-conhecimento-e-seu-direito-de

As manifestações de 15M e 30M mostraram que a juventude, juntamente com os professores, poderiam incendiar o Brasil e ser um fator decisivo para derrotar as reformas do governo e os ataques na educação, mas para isso é necessário que os sindicatos dos professores, como por exempo a APEOESP (o maior sindicato da categoria na américa latina) deve fazer um balanço do que foi o 14J e organizar os professores para que possam, junto a todos os trabalhadores do Brasil, derrotar a reforma da previdência e os ataques a educação. É necessário que cada professor tome essa batalha em suas mãos para defender a educação dos ataques deste governo ultra reacionário, e que a coloque à serviço dos trabalhadores.




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