Educação

GREVE PROFESSORES MUNICIPAIS SP

Professores batalham pela construção de um dia D em Comando Geral

Professores reunidos em comando geral de greve dos professores da rede municipal de São Paulo realizada na manhã de hoje, 26, conseguem aprovar representantes de base para ir à reunião chamada pelo governo impor que o Sampaprev seja enterrado sem nenhum tipo de negociação e aprovam também a construção de um grande dia D para que Doria não tenha outra saída senão recuar. A proposta foi levada por professores do Nossa Classe Educação e professores independentes.

segunda-feira 26 de março| Edição do dia

Foto: Dario Oliveira/Estadão Conteúdo

O movimento Nossa Classe Educação, agrupação de professores da rede pública, vem dedicando todos os esforços a colocar nas assembleias, nos comandos regionais e geral e em todas as escolas em que atua a necessidade de, neste momento chave da greve de professores e servidores da rede municipal, haver um dia que se unifique todas as ações, que concentre todas as forças e consiga golpear Doria com um só punho e impor que o Sampaprev seja definitivamente derrotado.

Nós do Nossa Classe Educação também viemos batalhando para que todos os espaços da greve sejam realmente democráticos, ou seja, que não tenha apenas a posição de Claudio Fonseca - presidente do Sinpeem - expressa, mas também as mais distintas posições de todos os professores que querem se ver como sujeitos dos rumos dessa luta, que possam propor ideias e se expressar nas mais distintas iniciativas.

Nesse sentido, batalhamos para que houvesse hoje, na reunião convocada pelo governo com os dirigentes sindicais envolvidos na greve dos servidores, representantes de base dos professores, eleito em comando geral, para que não deixemos os rumos da luta apenas nas mãos dos dirigentes sindicais (sabemos que, se deixarmos somente a cargo deles, trairão a nossa luta) e assim não permitir nenhum tipo de negociação, pois o que queremos, como todos os professores já vem deixando bem claro desde o começo do mês, é nada a mais nem nada a menos do que a derrubada completa do Sampaprev.

Nós levaremos estas propostas, aprovadas na reunião do comando, amanhã para a assembleia dos professores municipais, e exigimos que todos as centrais sindicais e todas as categorias dos sindicatos dirigidas principalmente pela CUT e pela CTB estejam dispostas às mais amplas e profundas ações de solidariedade a esta greve que se mostra como um ponto de apoio para todos os trabalhadores que têm o seu futuro ameaçado pelas reformas. É preciso que todo o funcionalismo paralise as suas atividades nesta quarta-feira como forma de pressionar brutalmente o Doria. Também é preciso que a CSP-Conlutas e a Intersindical impulsionem medidas de solidariedade de outras categorias aos professores neste momento tão chave. O Sinpeem e o Cláudio Fonseca continuam se negando a girar todas as suas forças para cercar os professores de solidariedade, aumentando a divisão entre os trabalhadores ao mantê-los divididos em seus próprios interesses.

As propostas aprovadas no comando sem dúvidas vão no sentido de fortalecer a atuação dos professores na greve. Entretanto, ainda acreditamos que é possível ir por mais. Se de fato os setores do funcionalismo paralisam, com ações de solidariedade de distintas categorias, sindicatos e centrais sindicais e também manifestações concentradas e articuladas entre si, com cortes de ruas e intervenções em toda a cidade de São Paulo, o governo não terá para onde correr e conquistaremos assim a derrota do Sampaprev.

Foi com esta linha que nós intervimos hoje na reunião do comando e conseguimos junto a outros professores da categoria aprovar essas importantes iniciativas. São propostas que vão no sentido de fortalecer o movimento e fazer com que ele tenha condições de triunfar, ao invés de se dispersar em atos pequenos e desgastantes espalhados pela cidade e ao longo de toda a semana. É possível parar São Paulo, levando às ruas os professores de toda a cidade, junto aos servidores públicos da saúde que também estão em greve, aos pais e mães dos alunos e de vários outros setores da população e comunidade que já não aguentam mais ver os interesses dos trabalhadores sendo jogados no lixo.

Vamos parar São Paulo. Não ao Sampaprev!
Todos a assembleia de professores amanhã!

27/03/2018 – MANIFESTAÇÃO E ASSEMBLEIA
ÀS 13 HORAS, NA CÂMARA MUNICIPAL
(VIADUTO JACAREÍ, 100)




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