Educação

8M - Minas Gerais

Professoras de Minas Gerais construindo o 8 de março na luta de classes

Muitas escolas estarão complemente paralisadas nesse 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, nos preparando para iniciar uma greve contra o desgoverno de Fernando Pimentel, que fez a escolha em seu governo de atacar categorias de trabalhadores de maioria feminina, como a educação e a saúde. E na rede estadual de educação, desde a Escola Estadual Helena Guerra, nós do grupo de mulheres Pão e Rosas e do Nossa Classe Educação, batalhamos pela unificação da pauta dos professores com a pauta das mulheres. Unindo nossas forças podemos combater melhor todos os governos que atacam nossos direitos!

Flavia Valle

Professora, Minas Gerais

quarta-feira 7 de março| Edição do dia

A valente categoria de professores de Minas Gerais, majoritariamente feminina, não arreda o pé da luta pelos direitos dos trabalhadores e da juventude. Em 2017 fizemos uma das maiores greves contra os ataques do governo federal golpista e a reforma da previdência. Hoje nos preparamos para uma greve contra os ataques do governo estadual de Fernando Pimentel. E em Minas Gerais, assim como em estados governados pela direita como em São Paulo e Rio Grande do Sul, sentimos na pele o peso da precarização do trabalho a mando dos governos que descarregam a crise nas constas dos trabalhadores.

Nos preparamos para fazer a nossa primeira greve contra os ataques do governo petista no estado, que mostrou que governa a favor da conciliação de classes entre capitalistas e trabalhadores, o que significa, na prática, retirar direitos dos trabalhadores. Basta ver a situação em que se encontra a educação e a saúde em nosso estado, com atraso de salário, falta de pagamento do piso salarial previsto em lei, intensa precarização do atendimento público de saúde. Situação que não é pior apenas dos trabalhadores demitidos aos milhares em Minas Gerais para garantir os lucros dos capitalistas enquanto destroem nossas riquezas naturais.

Construímos esse 8 de março na luta de classes, buscando unificar a luta dos professores com a luta das mulheres, resgatando um feminismo ligado à luta de classes. Ao mesmo tempo em que batalhamos para que os trabalhadores tomem para si as demandas de todos os setores oprimidos pelo capitalismo, entre os quais a luta contra opressão às mulheres se faz uma das mais necessárias. Buscamos fazer desde a base a preparação de uma greve forte e mais, que aponte saídas para fortalecer os trabalhadores como sujeito político capaz de se erguer como alternativa a todos os projetos a serviço dos capitalistas que visam apenas retirar nossos direitos e atacar nossas condições de vida e da população.

Com a força das professoras em uma forte greve e com apoio da população, como já recebemos de movimentos sociais e da juventude das escolas e universidades, podemos colocar o governo de Pimentel contra a parede para pagar o que deve aos professores. E assim termos mais forças para voltar a desafiar os golpistas, a direita e os capitalistas. Para isso, exigimos que as grandes centrais sindicais, como a CUT, que potencializem a força das professoras em greve em Minas Gerais, no Piauí e na paralisação das professoras de São Paulo, propondo um verdadeiro plano de luta nacional que permita fazer essas lutas vitoriosas e para avançarmos na luta pelos direitos das mulheres, pela revogação da reforma trabalhista, pela retirada das tropas do Rio de Janeiro, pelo direito da população votar em quem ela quiser.

Nossa luta pelo direito de todas mulheres poderem decidir sobre seus corpos, receberem o mesmo salário que os homens, ter o direito ao aborto e a creches nos locais de trabalho e estudo, por nenhuma a menos, também nos coloca a tarefa do enfrentamento contra os governos que retiram nossos direitos, e contra o capitalismo. Venha construir nessa perspectiva a greve e a luta pelos direitos das mulheres nas escolas, junto ao grupo de mulheres Pão e Rosas e a agrupação de professores e trabalhadores da educação Nossa Classe!




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