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Professoras da Educação Infantil em greve fazem forte ato no Rio Grande do Sul

Centenas de professoras das escolas de Educação Infantil se reuniram em frente a secretaria de Educação de Caxias do Sul decretando greve de forte adesão

segunda-feira 27 de novembro| Edição do dia

Centenas de professoras das escolas de Educação Infantil se reuniram em frente a secretaria de Educação de Caxias do Sul decretando greve de forte adesão, para protestar contra a redução de cerca de 40% nos salários da categoria e a falta de garantia de recontratação, já que todas serão desligadas ainda no mês de dezembro.

As professoras estão determinadas a não voltar ao trabalho até que o governo retroceda nesse absurdo ataque. De acordo com a Secretária, o município teria que se adequar à Lei federal 13.019, de 31 de julho de 2014, que regula os convênios entre o poder público e as entidades da sociedade civil.

Para esta adequação, Marina (secretaria de Educação do município) aponta como a alternativa mais viável para que as escolas continuem funcionando, os contratos de gestão compartilhada, aos moldes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte. No entanto, as professoras enfrentam um final de ano de completa indefinição.

As professoras relatam ainda, que já trabalham numa realidade de escassez de materiais e salas superlotadas e, com a mudança nos convênios, a merenda das crianças, os materiais pedagógicos e os produtos de higiene ficariam a cargo das entidades, o que prejudicaria ainda mais o funcionamento das escolas.

As professoras questionam também o desrespeito e a falta de preocupação com a queda na qualidade da educação que as crianças destas escolas sofreriam com as mudanças, pois, a grande rotatividade das profissionais prejudicaria as relações afetivas, das quais as crianças pequenas são bastante dependentes para sua adaptação e permanência na escola.

Atualmente, 5 entidades filantrópicas e beneficentes, conveniadas à Prefeitura, administram 45 escolas de educação infantil, frequentadas por 4,5 mil crianças, onde trabalham em torno de 500 professoras. Estas profissionais recebem R$ 2.298,80 por 44 horas semanais. Com a mudança, teriam a redução de R$ 925,16 no salário, para cumprir uma suposta necessidade de adequação com o salário das professoras das escolinhas particulares, que fica na média de R$ 1.373,64.

Esta redução, conforme a Secretária de Educação do município, Marina Mattielo, serviria para corrigir distorções vigentes. Mas, para as trabalhadoras afetadas esta justificativa não tem valor algum. Pois afirmam, que nem de longe, as condições de trabalho das escolas conveniadas ao município podem ser comparadas às das escolas particulares.

Na frente da Secretaria de Educação hoje pela manhã as professoras exigiram que a prefeitura corte os maiores salários e os CCs, e que respeite as profissionais da educação e as crianças. Decretaram greve por tempo indeterminado gritando que educação não é mercadoria e pedindo a renúncia do prefeito.

O Esquerda Diário se coloca a disposição da luta das professoras da educação infantil. É preciso unificar todas as lutas pela educação no estado, unificar com os professores da rede estadual que já estão há mais de 80 dias em greve. Nenhuma a menos! Unidas pela educação!




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