Gênero e sexualidade

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Professora é agredida pelo diretor do colégio após ser demitida sem direitos, em Goiás

Em um colégio particular da cidade de Aparecida de Goiânia, uma professora levou um soco na cara do seu diretor após reclamar pelos seus direitos após ter sido demitida.

terça-feira 27 de fevereiro| Edição do dia

A professora Santana Ferreira dos Reis, de 35 anos, prestou queixa contra Wanildo Soares Leite, conhecido como Tio Vavá, proprietário do colégio particular em Aparecida de Goiânia (Colégio Residencial Vilage Garavelo) que a agrediu quando foi buscar o Aviso Prévio de sua demissão, no dia 19 de fevereiro.

A professora trabalhou na escola por um ano e foi desligada do quadro de funcionários no último dia 16, mas não recebeu qualquer tipo de aviso prévio, de modo que estaria sendo literalmente jogada na rua pelo colégio, uma completa demonstração de descaso e violação de direitos básicos. Então, o colégio pediu que a professora retornasse para buscar o documento.

Nesse dia, o diretor do colégio expulsou os presentes e se trancou com ela na sala da direção, quando começou a gritar com ela e deu um soco no seu rosto, momento que só foi impedido pelo filho do diretor quando a porta foi arrombada.

Não é a primeira vez que esse diretor se utilizou da violência para negar direitos aos professores do colégio. Outro professor relata ter sido ameaçado ao reclamar o atraso de três meses no salário.

Por nota, o Sindicato dos Professores do Estado de Goiás (Sinpro Goiás) repudiou a atitude de Wanildo. “Tal agressão, covarde, gratuita e inadmissível em qualquer empresa, [...] decorreu do simples pedido da professora de que a sua dispensa verbal de cumprimento do aviso prévio que lhe foi dado ao dia 16 de fevereiro corrente, fosse registrada neste dia”, diz a nota

Um caso escandaloso que revela a forma que a violência, em especial machista, é uma das formas que os patrões se utilizam para violar deliberamente direitos mínimos das trabalhadoras. Em outros casos menos explícitos, o assédio, o abuso de autoridade e ameaças são formas comuns de pressionar em especial as mulheres trabalhadoras.

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