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Professora da UFMG, Regina Helena, debate sobre educação durante a pandemia em live

"Que educação queremos durante a pandemia?". Live promovida pelo DCE da UFMG, nesta quinta (28), com Regina Helena, professora do departamento de História da universidade, debate sobre uma educação inclusiva, democrática e que contribua para o combate às desigualdades.

sábado 30 de maio| Edição do dia

"Que educação queremos durante a pandemia?". Live promovida pelo DCE da UFMG, nesta quinta (28), com Regina Helena, professora do departamento de História da universidade, debate sobre uma educação inclusiva, democrática e que contribua para o combate às desigualdades.

O debate foi principalmente em torno do ensino remoto e sobre qual modelo a universidade devemos seguir durante a pandemia. Isso depois da UFMG ter publicado no dia 20 de maio uma nota informando aos estudantes que a UFMG começa a planejar a retomada das atividades acadêmicas.

Leia também: Sobre a retomada das atividades acadêmicas na UFMG: por um plebiscito para que a comunidade universitária decida

O primeiro questionamento posto pela professora Regina Helena foi sobre o que é pensar educação quando somos obrigados a parar as atividades presenciais no meio de uma pandemia, uma circunstância fora do comum. Onde somos obrigados a não estar coletivamente, algo que vai na contramão do que pensamos para a educação e o ensino.

Ela afirma que estamos correndo atrás de várias soluções para que as coisas permaneçam como sempre foram. Critica uma certa “nostalgia” de "se manter no mesmo lugar" ou conformar com o que fazíamos antes. Se posiciona contrariamente a um "conservadorismo" no meio da emergência que vivemos.

Reconhece que a UFMG começa a avaliar e discutir algumas modalidades para cumprir o semestre. Mas ela alerta aos problemas que antecedem à pandemia e se agravam nesse novo contexto. Neste cenário, a professora faz uma crítica ferrenha à opção adotada pelo Estado de Minas Gerais, pelas aulas no modelo de Ensino à Distância (EAD) afirmando ser a pior possível.

Importante lembrar que Zema impôs o teletrabalho, que foi massivamente criticado pelos estudantes, e mantém salários atrasados dos professores.
Segundo ela, a educação que não era boa vai piorar em Minas, se posicionando contra o EAD para a formação: "Um lugar que se possa discutir [...], se possa debater, é fundamental. [...] Pensar o cotidiano faz parte de pensar nossa formação. O que está posto: o semestre, o ano. [Eu] rechaço tutoria, material pronto, o que a secretaria de Educação do Governo do Estado de Minas Gerais fez. É um profundo desrespeito à formação dos jovens e professores. [...] Não podemos virar EaD. EaD com tutoria não é solução. [...] Nesse momento temos que ter uma série de soluções importantes."

A professora alega que emergencialmente algumas coisas do modelo podem ser usadas, no entanto questiona categoricamente o EaD.

"Podemos dar acesso à todo mundo? Sim. Mas as condições não podemos dar. Ao invés de pôr remendos, porque esse semestre não pode ser pensar o que estamos vivendo a partir de cada uma das nossas áreas? Isso sim faria a diferença. [...] devemos ousar mais."

Acesse toda a live aqui.

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