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Professor é encontrado morto em Guarulhos e suspeita é de execução política

Arthur Carlos da Rocha, 39 anos, era professor, jornalista e morador da cidade de Guarulhos, São Paulo. No entanto, mantinha vínculos com Berizal, no norte de Minas Gerais, município onde nasceu.

sexta-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

Seu corpo foi encontrado na última segunda-feira, dia 18 de Fevereiro, na Marginal Tietê. Arthur tinha um canal no YouTube onde fazia várias denúncias contra a administração municipal de Berizal e onde chegou a relatar ameaças que sofreu.

O professor chegou a ser candidato a vereador em Guarulhos em 2016 pelo Partido dos Trabalhadores, quando recebeu cerca de 1500 votos e não conseguiu se reeleger. Mesmo morando em Guarulhos, mantinha um programa de vídeos no Youtube onde denunciava políticos de Berizal.

A página Guarulhos Web teve acesso, nesta quarta-feira, a um vídeo no qual o professor denuncia ameaças que sofria. Ele diz que foi alertado para cuidar de sua própria segurança e que qualquer coisa que ocorresse com ele deveria ser atribuída a políticos daquela cidade mineira. Confira:

O caso está sendo investigado pelo Setor de Homicídios de Guarulhos. A polícia procura por imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na resolução do crime. Arthur foi encontrado nas margens da Marginal Tietê, na Ponte Grande. Segundo a polícia, o corpo estava em estágio avançado de putrefação, amarrado com fios e enrolado em um cobertor. O carro da vítima foi encontrado próximo à rodoviária do Tietê. A polícia considera a possibilidade do autor do homicídio ter fugido da cidade.

Segundo as autoridades, “a motivação do crime ainda é desconhecida”. Porém, a principal suspeita é de que se trata de uma execução política, devido às ameaças relatadas pela vítima dias antes de sua morte. Os políticos reacionários espalhados pelo Brasil parecem ter levado a sério a sugestão de Jair Bolsonaro de “fuzilar a petralhada”.

Repudiamos todas as ameaças que atentem à vida de parlamentares ou ao cumprimento se seu mandato. Está claro que a polícia e o Estado não estão interessados em garantir a segurança, pelo menos não para políticos da ampla esquerda nacional. Tampouco estão interessados em resolver os casos de assassinato político: já são mais de 11 meses desde a execução de Marielle Franco e ainda sem punição. Devemos batalhar por uma investigação independente desses crimes e pela autoorganização dos trabalhadores em comitês de autodefesa.




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