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Professor de Uberlândia denuncia problemas no IPSEMG

quinta-feira 22 de fevereiro| Edição do dia

Entre os vários ataques do governo do Estado de Minas Gerais contra a educação – como salários atrasados, falta de concurso, 13° parcelados – o descaso com o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG) se torna ainda mais alarmante quando se leva em consideração a total falta de responsabilidade do governo com a saúde de seus servidores.

Há 12 anos não é realizado concurso público para servidores do IPSEMG. Em 2011, 1.500 contratos venceram simultaneamente, o que gerou o atraso ou mesmo a suspensão temporária de atendimento.

Em Uberlândia, o Hospital Madrecor foi credenciado em abril de 2009 e veio absorver uma demanda reprimida superior a 20 anos com mais de 30.000 servidores e dependentes distribuídos em cerca de 40 municípios. Os trabalhadores da rede estadual de Minas Gerais reivindicavam uma unidade que os reconhecesse enquanto servidores cadastrados no IPSEMG. Após várias negociações entre Governo, Sindicato e IPSEMG, foi conquistado o credenciamento desta instituição. Mas em 2011, ocorreu a suspensão do atendimento, prejudicando a categoria de toda a região. Não há outro atendimento no interior do Estado e, devido à distância, não existe condições de se deslocar até a capital mineira. Os servidores usuários do Hospital começaram a reclamar da restrição ao atendimento por conta da “Cota Contratual” entre Madrecor e IPSEMG uma vez que, extrapolando o teto acordado, o procedimento está sendo negado ao usuário, de acordo com informações que constam no site do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUte).

Antonio Marques, professor de filosofia no ensino médio público do Estado de Minas Gerais e membro da diretoria do SindUTE-Subsede Uberlândia, denuncia a situação na cidade. De acordo com o professor, são 3 anos sem serviço de Pronto Socorro enquanto todos os meses é descontado no contracheque um determinado valor destinado a esse serviço. Recentemente foi descoberto que o hospital credenciado está há 3 meses sem receber e poderá cortar o serviço de atendimento aos servidores.

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