Produção de carros cai 10% com crise Argentina e situação pode se agravar

A exportação de carros no Brasil vem sendo afetada diretamente com a crise que passa a economia Argentina desde o segundo semestre de 2018. A Argentina é o país que mais importa produtos manufaturados brasileiros e isso pode impactar a ainda instável recuperação da indústria, em especial a diminuição das demissões.

quinta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

Os volumes de automóveis embarcados para a Argentina vem caindo mês a mês com um ponto muito baixo em janeiro desse ano. Com uma queda de 46% na comparação com janeiro de 2018, o país exportou 25 mil veículos para o mercado externo.

A queda fruto da crise Argentina já impacta a linha de produção brasileira e segundo previsões da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) a previsão é de que caia mais ao longo do ano. Saíram 196,7 mil veículos das linhas de montagem brasileiras, um volume 10% menor na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em termos de receita representa uma retração de 31,7% na comparação com janeiro de 2018.

Os trabalhadores já sentem a crise com as crescentes tentativas por parte das montadoras de aplicar a reforma trabalhista. Desde uma inicial e precárial recuperação da economia brasileira, a indústria foi o setor que menos contratou com destaque para fábricas com mais de 100 funcionários, segundo dados do CAGED.

Na GM os patrões tentam aplicar a terceirização, trabalho intermitente e diminuição dos salários enquanto continuam investimentos na produção. Os trabalhadores não aceitaram e em Gravataí a patronal teve que recuar. A queda na produção pode preparar novas tentativas de ataques e embates dos trabalhadores de montadoras.




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