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OPERAÇÃO LAVA JATO

Procuradora-geral da República rescinde acordo de delação premiada de Wesley Batista

Foi divulgada hoje a decisão da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge de rescindir os acordos de delação premiada de Wesley Batista, um dos donos da JBS, e de Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da Holding J&F.

segunda-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

Foi divulgada hoje a decisão da Procuradora-Geral da República Raquel Dodge de rescindir os acordos de delação premiada de Wesley Batista, um dos donos da JBS, e de Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da Holding J&F.

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot já havia se manifestado ano passado pela rescisão dos acordos de Joesley Batista e Ricardo Saud. Agora a decisão de Raquel Dodge se junta a de Janot e a rescisão dos acordos dos quatro delatores depende da homologação do ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.

Segundo Dodge, todos os delatores da JBS omitiram a participação do ex-procurador Marcello Miller na elaboração dos acordos de leniência da empresa e de delação premiada dos empresários. Mensagens em um grupo de whatsapp analisadas em um celular de Wesley Batista mostram que todos executivos tinham ciência da situação de Miller, que atuava de ambos os lados da operação, pois era membro do Ministério Público Federal e também advogava para o grupo, segundo a PGR.

Como a rescisão não necessariamente anula as delações, as provas obtidas a partir do acordo ainda poderão ser utilizadas nos processos, mas os benefícios que haviam sido concedidos são retirados.

Essa situação aponta mais uma vez como a Operação Lava-Jato funciona na base apenas da convicção, sem precisar de provas. Porém, essa "convicção" se constrói em cima de acordos onde os delatores falam o que querem, omitem o que não querem expor, e o Judiciário golpista segue na sua seletividade ouvindo e utilizando apenas o que lhes é interessante para dar continuidade na sequência de golpes que vem dando e aprofundando, como a recente retirada do direito de decidir em votar por parte de três juízes cheios de privilégios e interesses políticos.

Pode te interessar: Quem é Marcelo Miller e como os capitalistas se beneficiaram dos acordos com a Lava-Jato




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